FALSA IDOLATRIA: Os Iconoclástas (“quebradores de imagens”) de hoje – parte 1.

cirio1Recentemente, enquanto fazia uma busca sobre o Círio de Nazaré (PA), me deparei com um infame site chamado: Centro Apologético Cristão de Pesquisas” (CACP), com um artigo intitulado “O pecado da idolatria”. Em tal artigo, trazia uma foto do Círio em Belém.

Isso foi o que me motivou a escrever algumas notas sobre o tema. É triste ver que muitas pessoas ao se depararem com tal artigo o tomam como verdade absoluta, sem criticidade alguma e , nem mesmo se dão ao trabalho de observar as suas fontes.

O ser humano, como ser dotado de razão, deve aprender com a sua História. A Igreja, como Instituição divino-humana, tem também a sua História.  E o que ela diz a este respeito?

Iconoclastia ou Iconoclasmo (do grego εικών, transl. eikon, “ícone”, imagem, e κλαστειν, transl. klastein, “quebrar”, portando “quebrador de imagem”) foi um movimento político-religioso contra a veneração de ícones e imagens religiosas no Império Bizantino que começou no início do século VIII e perdurou até ao século IX. [1] Os iconoclastas acreditavam que as imagens sacras seriam ídolos, e a veneração e o culto de ícones por conseqüência, – idolatria.

Em oposição a iconoclastia existe a iconodulia ou iconofilia (do grego que significa “venerador de imagem”), ao qual defende o uso de imagens religiosas, “não por crer que lhes seja inerente alguma divindade ou poder que justifique tal culto, ou porque se deva pedir alguma coisa a essas imagens ou depositar confiança nelas como antigamente faziam os pagãos, que punham sua esperança nos ídolos [cf. Sl 135, 15-17], mas porque a honra prestada a elas se refere aos protótipos que representam, de modo que, por meio das imagens que beijamos e diante das quais nos descobrimos e prostramos, adoramos a Cristo e veneramos os santos cuja semelhança apresentam. [2]

Clique aqui para a 2ª parte.

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[1] Иконоборчество. http://slovari.yandex.ru/dict/bse/article/00029/11700.htm?text=иконоборчество. Большая Советская Энциклопедия. издательство = Советская энциклопедия. 1969 — 1978
[2] Denzinger, Henrici; Hünermann, Petrus, Enchiridion symbolorum, definitionum et declarationum de rebus fidei et morum (Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral), Paulinas (publicado em versão portuguesa brasileira em 2007), pp. 460 (Denzinger-Hünermann [*1823).

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Um exemplo de ignorância:

Adesão da igreja Luterana sueca à ideologia de gênero?

Chega de “Senhor” e “Ele”. A palavra “Deus” pode ser suficiente, até porque é a única que é neutra do ponto de vista do gênero sexual. A Igreja da Suécia baniu da linguagem da liturgia os termos masculinos referidos a Deus, porque Deus não tem sexo. Não é um “Ele”, nem mesmo uma “Ela”, obviamente.

A medida da Igreja Nacional Evangélica Luterana chega ao término de uma reunião de oito dias da qual participaram 251 membros. Uma espécie de pequeno ‘Concílio Vaticano II’ em nível nacional, que também se ocupou de atualizar a linguagem de um livro de 31 anos, do qual eram tiradas as frases da liturgia, dos hinos e outros aspectos linguísticos. Isso entrará em vigor a partir do dia 20 de maio, dia de Pentecostes.

bispaA Igreja da Suécia é a referência religiosa para 6,1 milhões de batizados em um país de 10 milhões. E talvez, não por acaso, tem à sua frente uma mulher, a arcebispa Antje Jackelén (foto) que lembrou que o debate sobre a linguagem começou ainda em 1986. “Teologicamente”, explica, “Deus está além dos gêneros. Ele não é humano.”

Algumas críticas foram feitas à escolha. Christer Pahlmblad, professor de teologia da Universidade de Lund, declarou que, assim, “subestima-se a doutrina da Trindade. Não é uma medida inteligente. A Igreja da Suécia será conhecida como a Igreja que não respeita a herança teológica comum”.

Fonte: Repubblica.it

Oração à Mãe das Dores (de São Gabriel da Virgem Dolorosa).

Recentemente, enquanto pesquisava, encontrei esta bela oração que é atribuída a São Gabriel. Penso ser de utilidade compartilhá-la com todos os nossos leitores:

sangabriele“Ó Mãe das Dores, pela angústia e amor que a tiveste ao lado da Cruz de Jesus, esteja ao meu lado na minha última agonia. Ao teu Coração materno recomendo as últimas três horas da minha vida. Ofereço essas horas ao Pai Eterno, em união com a Agonia do nosso querido Senhor, em expiação dos meus pecados. Ofereço ao Pai Eterno o Preciosismo Sangue de Jesus misturado com tuas lágrimas no Calvário, para que eu possa obter a graça de receber a Sagrada Comunhão com o amor mais perfeito e contrição antes da minha morte. Que a minha alma possa descansar diante da presença adorável de Jesus. Querida Mãe, quando chegar o último momento da minha morte, apresenta-me como um filho teu diante Jesus. Pede-lhe que me perdoe por tê-lo ofendido, pois não sabia o que fazia. Implora para que Ele me receba em seu Reino de glória para permanecermos unidos a Ele para sempre. Amém.”

Ex-Pastora Margarete relata sua conversão do protestantismo a Igreja Católica pela intercessão de Maria.

Testemunho que vale à pena assistir!

 

Paz de Jesus e o amor de Maria!

Meu nome é Margarete Meire, sou da Diocese de Osasco, da Paróquia Cristo Rei em Jardim Baronesa – Osasco.  Meu pároco é o padre Daniel Bispo. É verídico o testemunho e vou deixar meu contato: tel. 11-975589048. E o da minha paróquia: tel: 11-3686-9993,Deus lhes abençoe!

 

 

A devoção mariana vinculada à Medalha Milagrosa.

medalhaÓ Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades:

(pedir a graça desejada).

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome e bem de nossas almas.

E, para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos.

Rezar 3 Ave-Marias.

Ó Maria, concebida sem pecado,

rogai por nós que recorremos a vós.

Amém.

Fonte: Aleteia

 

 

28° Domingo Tempo Comum, Ano A.

Informações básicas:

– Todos são convidados ao Banquete;

– Oração – Que a graça de Deus nos preceda;

–  Is 25, 6-10; Sl 22; Fl 4, 12-14.19-20; Mt 22, 1-14.

 Convidai para a festa todos os que encontrardes.

Mateus 22,1-14O 28° domingo do tempo comum nos propõe a terceira parábola que Mateus utiliza para representar a rejeição do povo de Israel a missão de Jesus. Nós ouvimos alguns domingos atrás a “parábola dos dois filhos” cujo enfoque era a figura de João Batista; no domingo passado, o ponto principal foi a figura do Filho que vem assassinado pelos vinhateiros homicidas; já a terceira parábola nos apresenta um Convite ao banquete, nos propõe a figura de um rei que prepara a festa de casamento para o seu filho. É clara a figura parabólica que se apresenta: o rei é Deus Pai, o filho é Jesus Cristo e, o “banquete de casamento” é a Festa Messiânica que acompanha o evento da vinda do Messias. Os convidados para o banquete não desejam participar. Além disso, agridem e matam os emissários do convite real. Os tais convidados indignos são severamente punidos pelo rei vendo sua cidade destruída e incendiada. Surge, assim, o drama histórico, pois, certamente o evangelista Mateus faz uma alusão ao ocorrido no ano 70 d.C., quando Jerusalém foi reduzida a ruínas.

O objetivo dessa parábola é ressaltar o drama daqueles que seguem Jesus: os seus enviados, os que vieram antes de Jesus, os profetas, foram rejeitados. Depois, o próprio Jesus foi rejeitado e agora os seguidores de Jesus continuam a ser rejeitados. É uma situação trágica que se repete sempre, em referência a Jesus.

Os primeiros convidados não aceitam o convite, mas, o convite estendido a outros convidados. Ou seja, são todos os povos raças e nações que são convidados a ocupar lugar na mesa do banquete messiânico. Então, a sala do banquete fica repleta de pessoas, as quais tomam parte todo tipo de gente, maus e bons, como ressalta o evangelista. O rei, passando entre os seus convidados encontra um destacado, sem o traje de festa. Curiosamente este estranho é chamado de amigo, mas, não em tom cordial. O equivalente em grego seria mais ou menos: “Ei, você aí! Com que audácia entrou aqui sem o traje de festa?”

Eu faço uma pergunta a todos vocês: o que representa esse traje de festa? Esse simboliza a vida digna de cristão, coerente com o estado de graça, que visa fazer o bem.

 O Santo Padre, o Papa Bento XVI, em sua visita à diocese de Lamezia Terme em 2011 (onde trabalhei por alguns anos da sua vida), comentando esta parábola, recordava São Gregório Magno. Dizendo que o traje de festa é a caridade, ou seja, o amor. E São Gregório acrescenta: “Cada um de vós, portanto, que, na Igreja, tendes fé em Deus, já tomeis parte do banquete nupcial, mas não podeis afirmar ter a treje nupcial se não preservais a graça da Caridade” (Homilia 38, 9: PL 76, 1287). E este traje está interligado simbolicamente por duas varas, uma acima da outra: o amor de Deus e o amor ao próximo (cf. ibid, 10:. PL 76,1288). Todos nós somos convidados a ser comensais do Senhor, a entrar com fé no seu banquete, mas devemos usar e preservar o traje nupcial, a caridade, viver um profundo amor por Deus e pelo próximo.

Lembremos que “traje” nos recorda uma outra palavra similar: “hábito”. Este representa também maneira de se comportar, estilo de vida. Mateus nos diz com a parábola de hoje, que não basta apenas entrar na Igreja, mas, é preciso agir como um filho da Igreja, um convidado para ceia nupcial do cordeiro, mudando nossa maneira de agir, o nosso modo de pensar, nos conformando com o Amor-Caridade que vem de Deus. Caso contrário, o destino desse homem perverso da parábola será o nosso: ter amarrado os pés e mãos e ser lançado fora, na escuridão.

A primeira leitura de hoje é extraída do trecho do profeta Isaías.  É também um trecho de gênero apocalíptico, no qual Isaías compara o fim dos tempos há um banquete de ricas iguarias: o Senhor Deus eliminará para sempre a morte enxugará as lágrimas e nos dará para sempre a vida.  A este banquete são convidadas todas as nações, o mesmo que nos fala Jesus em sua parábola, mas, muitos são convidados poucos são escolhidos.

O salmo que hoje nos é proposto é o 22, o Salmo do Pastor. Foi escolhido para o dia de hoje de modo particular pela sua segunda parte, onde o Pastor se torna um “anfitrião” de um banquete. Prepara uma mesa diante a um refugiado que busca fugir do seu inimigo. É como se o salmista nos dissesse: me acolheis em vossa casa preparais à minha frente uma mesa bem à vista do inimigo e com óleo ungis minha cabeça e fazei o meu cálice transbordar. Por isso, decidi permanecer em vossa casa onde sou feliz para sempre. É o que o Senhor tem destinado para nós, seus convidados.

Na segunda leitura, temos a continuação da carta de São Paulo aos Filipenses. Paulo fala de sua atitude de “homem forte e virtuoso”, capaz de enfrentar toda dificuldade. Por isso, disse: tudo posso naquele que me dá força. É uma expressão forte, pois a força do Cristão vem do próprio Cristo. E se ele me dá força sou capaz de fazer tudo posso enfrentar toda a dificuldade: posso viver na pobreza e na riqueza na fome e na abundância. Quem aceita o convite e veste o traje de festa, assume uma força surpreendente e enfrenta as dificuldades da vida com a serenidade e a coragem de São Paulo.

 

27º Domingo do Tempo Comum, ano A.

Informações básicas:
– A vinha do Senhor;
 – Oração – Deus perdoa o que nos pesa na consciência;
– Is 5, 1-7; Sl 79; Fp 4, 6-9; Mt 21, 33-43.

Arrendou a vinha a outros vinhateiros.

H27-domingo-comumoje o evangelho que nos é proposto é a última das três “parábolas da Vinha” que encontramos no evangelho de São Mateus. Esta última parábola também é encontrada nos outros sinóticos.  Mais uma vez, Jesus conta uma parábola aos sumos sacerdotes e aos anciãos do Povo (ricos latifundiários). Na estória, encontramos alguns agricultores que se rebelaram contra o dono da Vinha. Eles não pagam o arrendamento, isto é, o aluguel das terras. Então, agridem os empregados enviados para cobrar os frutos, até matam um deles a pedradas. Chegando ao cúmulo de matar também o filho do dono da Vinha! Fato como este, encontrar agricultores explorados e revoltosos não era incomum em Israel. Os ricos (como os destinatários da parábola) eram donos de vinhedos arrendados.

Jesus sendo, um mestre quem sua pregação e ensinamentos defendia os pobres (como os agricultores explorados por ricos latifundiários), os sumos sacerdotes e os anciãos do Povo pensavam que era esse o objetivo da parábola. Ao fim da parábola, eles são questionados: “o que o dono da Vinha fará com esses vinhateiros?”

Como a resposta dura buscavam agredir Jesus, mas, acabam por impor sobre si mesmos a própria condenação.

E utilizando a própria Escritura, Jesus lhes explica que não são eles “o dono da Vinha”, mas, sim, os vinhateiros Rebeldes. São os que administram a vinha, porém, não damos frutos ao dono, ou seja, a Deus. Sendo eles os perversos que merecem morte violenta, contudo, Deus não agir assim. Na mesma parábola Jesus anuncia o seu próprio fim. Poucas semanas após este episódio, Jesus será entregue à morte e os sumos sacerdotes e chefes do Povo perderão o controle da Vinha, isto é, do Reino de Deus. Nós, como Igreja, nos foi entregue o controle da Vinha (do Reino de Deus). E o Senhor espera que nós produzimos frutos e lhe entreguemos esses mesmos frutos a seu tempo. Os frutos que Deus espera que produzamos são frutos de Justiça e frutos de Amor-Caridade aos irmãos.

Na primeira leitura de hoje, extraída do livro do profeta Isaías, o Profeta canta o cântico da Vinha de um amigo. Na linguagem do antigo Israel “plantar uma vinha” significa “constituir família”; “trabalhar pela vinha” é o mesmo que “cortejar” ou “paquerar” uma pretendente. E o amigo não obtém resultado, senão frutos selvagens, uvas acerbas. “A vinha do senhor dos exércitos é a casa de Israel”. Deus esperava a justiça e veio somente injustiça, ele esperava obras de bondade e veio apenas iniquidade. Já 700 Anos a.C., o Profeta censurava o povo pelo mau comportamento diante de Deus. Também não salmo de hoje o Salmo 79 encontramos a mesma afirmação: “a vinha do senhor é a casa de Israel”. O salmista pede a Deus que intervenha, vindo em socorro da sua vinha abandonada negligenciada por maus agricultores.

E concluímos com a segunda leitura. Onde temos a continuação da carta aos Filipenses. São Paulo nos dá algumas indicações morais acerca da vida em comunidade, e convida a todos a aderirem ao Senhor de modo coerente e pleno. Mais do que “evitar o mal”, somos convidados a “praticar o bem”. Assim, em suas palavras: “ocupai-vos de tudo que é verdadeiro, respeitável, justo puro, amável, honroso, tudo que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor”. Os frutos que Deus espera de nós são esses. No último dia, nós seremos julgados não apenas pelo mal praticado. Mas pelo bem que nós deixamos de fazer. A isto chamamos de “pecado por omissão”. Deus nos chama hoje a lutarmos pelo seu Reino de amor justiça e paz que começa aqui entre nós.