O verdadeiro valor das Relíquias…

sdc12623Recentemente fui presenteado pelos padres passionistas de Roma com uma relíquia de São Gabriel da Virgem Dolorosa (o mesmo que é o padroeiro de nosso blog). O que me levou a pesquisar qual é o verdadeiro valor das relíquias dos santos.  Mas primeiro, você sabe o que é uma relíquia?

Uma relíquia (do latim reliquiae) é um objeto preservado para efeitos de veneração no âmbito de uma religião, sendo normalmente uma peça associada a uma história religiosa. Podem ser objetos pessoais ou partes do corpo de um santo. As relíquias são usualmente guardadas em receptáculos chamados relicários.

Existem três classificações de relíquias: primeira classe, que é a parte do corpo de um santo (osso, unha, cabelo, etc); segunda classe, são objetos pessoais de um santo (roupa, cajado, pregos da cruz, etc) e as de terceira classe que inclui pedaços de tecidos que tocaram no corpo do santo, ou no relicário, onde uma porção do seu corpo está conservada. A Igreja Católica, consciente de que a Santidade do próprio Deus refulge e manifesta-se em seus santos, venera, admira e invoca a intercessão dos mesmos, certo de que este procedimento, longe de ofender a Deus, ou de afastar os homens d’Ele, é algo que muito lhe agrada e muito favorece a Vida Cristã.

O Santo Padre, o Papa Bento XVI, ao relembrar a figura de São João Damasceno (séc. VIII), relembra uma definição clara e sempre atual feita pelo santo: “Damasceno ‘foi um dos primeiros que distinguiu no culto público e privado dos cristãos entre adoração (latreia) e veneração images(proskynesis): a primeira se pode dirigir unicamente a Deus e a segunda, entretanto, pode usar uma imagem para dirigir-se àquele que está representado na mesma imagem’. Os católicos veneram ‘as relíquias dos santos sobre a base da convicção de que os santos cristãos, ao terem participado da ressurreição de Cristo, não podem ser considerados simplesmente como mortos.’” * Lembremos o emocionante momento em que o Papa Bento expôs a Relíquia do Beato João Paulo II, na ocasião de sua beatificação (maio passado). Tal relíquia é o sangue de João Paulo II, que foi colhido durante seus últimos dias de vida, quando ele estava gravemente doente, para ser usado numa transfusão, caso fosse necessário. O sangue foi colocado em uma ampola e foi usado como relíquia do novo beato, para ser venerada pelos fiéis durante a cerimônia.

Nosso Pai – Fundador, o Pe. Gilberto Maria Defina, sjs, tinha uma grande devoção aos santos (amigos de Deus) e lhe agradava a veneração das relíquias dos mesmos. Tanto que durante anos mantivemos, a seu pedido, uma relíquia de Santa Felicidade (mártir do séc. III) em veneração pública na Capela Maior de nossa Casa de Formação.  Com relação à piedade e veneração de relíquias, nós salvistas tivemos um outro grande exemplo: o Pe. Mario Ugo Scacheri, missionário do PIME.  Até o fim de sua vida terrena,  o Pe. Mario manteve à cabeceira de sua cama as relíquias de seus santos de devoção, em particular, a de São José Bento Cottolengo.

Em tudo isso, afirmamos que as relíquias não são objetos mágicos ou amuletos de sorte, mas são estímulos à piedade cristã. Elas nos ajudam a lembrar-nos  dos santos, de suas vidas, de seus exemplos de virtude, da necessidade de também nós trilharmos o caminho da Santidade, de que eles, mesmo no Céu, não nos abandonaram, mas ainda estão conosco, nos ajudam e intercedem por nós.

* Audiência Geral do Papa Bento XVI, do dia 06 de maio de 2009. Com o tema: Ensinamentos de São João Damasceno.

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