1º Domingo do Advento, ano A

Informações básicas:

-Expectativa pela vinda do Senhor.

– Oração –  ardente desejo pelo Reino celeste.

– Leituras: Is 2, 1-5; Sl 121; Rm 13,11-14; Mt 24, 37-44.

Ficai atentos e preparados!

unnamed-1Iniciamos hoje um novo Ano Litúrgico, com o Tempo do Advento. É por meio dele que somos introduzidos no Tempo do Natal. Mas não somente, pois aguardamos o Senhor Jesus que já veio e virá uma segunda vez. Por isso, começamos nosso caminho a partir do fim. Em consonância com o último domingo (que celebramos a solenidade de Cristo Rei), o Evangelho nos traz um trecho escatológico. Agora, refletindo a partir do olhar do evangelista S. Mateus.

Escatologia (do grego antigo εσχατος, “último”, mais o sufixo-logia) parte da teologia  que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente denominado como fim dos tempos.

Cristo é “o Alfa e o Ômega” (cf. Ap. 22, 13), a origem e o fim, ao qual tudo e todos se dirigem. Nós o esperamos porque já o encontramos em nossa vida e desejamos que se complete o seu reinado sobre nós.

Antes da Paixão, os três evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) apresentam um ensinamento de Jesus sobre o fim. Com o objetivo de exortar os seguidores de Jesus a vigilância: “Ficai atentos e preparados!” Sabemos que a festa do Natal se aproxima, celebraremos em 25 de dezembro. Mas quando virá o Senhor, na nossa vida ou na nossa morte, isto não sabemos! No trecho evangélico de hoje, Jesus não nos faz uma ameaça catastrófica acerca de sua volta, mas nos dá um conselho de sabedoria: Vigiai!

Nosso Mestre tem a ousadia de se comparar a um ladrão, pois assim o será para os que não têm fé e não o esperam. Um ladrão que vem roubar as falsas seguranças desta vida e tudo que engana o coração do homem.

A liturgia hodierna também nos traz como primeira leitura um trecho da profecia de Isaías. Um trecho clássico que anuncia o fim dos tempos. No fim, Jerusalém (em hebraico Yerushaláyim, isto é, Cidade da Paz) será um grande centro de salvação para toda a Humanidade. O profeta propõe uma “conversão”: da guerra (combate) à colaboração mútua, a paz. Tudo isso se dará no fim dos tempos. O mesmo nos fala o salmo de hoje, o salmo 121 (lido já no último domingo, da solenidade de Cristo Rei). É o salmo das subidas, das peregrinações à Jerusalém. Onde o salmista nos convida a irmos “com alegria a Casa do Senhor”. Para lá, para a Jerusalém Celeste, que todos caminhamos. Para o encontro com o Cristo.

Mas o quê nós temos feito de nossa caminhada: uma subida (um crescimento espiritual e moral) ou uma descida (uma estagnação, um rebaixamento a nível espiritual e moral)?

É justamente isto que São Paulo nos alerta em nossa segunda leitura de hoje, extraída da Carta aos Romanos. Exorta-nos ao crescimento na vida espiritual: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz. Ou seja, busquemos nossa conversão pessoal com empenho e afinco para hoje!

Obs: Advento – adventus, em latim – significa vinda, chegada. Se transformou no termo clássico para designar a vinda de Cristo à terra, ou seja, a Encarnação, inaugurando a era messiânica e, depois, sua vinda gloriosa no fim dos tempos.

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