Oração da Coroa de Saudades da Rainha dos Mártires.

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Imagem de N. Sra. da Saudade – Carmelo de Petrópolis-RJ.

NOSSA SENHORA DA SAUDADE é uma devoção especial do Carmelo São José de Petrópolis, local onde a Senhora do Céu foi a inspiração à monja formadora daquele Carmelo – Irmã Inês do Coração de Jesus, no início do século XX. A devoção da chamada “Coroa de Saudades da Rainha dos Mártires”, encontrou na simplicidade de uma serva de Deus e Nossa Senhora a confirmação por se tratar de uma oração já inspirada por Deus a São Bernardo de Claraval que viveu nos anos de 1090-1153.  A oração foi indulgenciada em 300 dias pelo Papa Pio IX 11/12/1846. 

(3 Pai Nossos/ 36 Lembrai-vos)

             Lembrai-Vos, ó piedosíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que recorreram à Vossa proteção, e imploraram o vosso socorro, fosse por Vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, a Vós, Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de Vós me valho, e, gemendo sob os pesos dos meus pecados, me prostro a Vossos pés. Não rejeiteis as minhas súplicas. Ó Mãe do Filho de Deus humanado, dignai-Vos de as ouvir propícia e de me alcançar o que Vos peço. Amém.

Ao final:

Lembrai-vos, ó Rainha dos Mártires, das saudades cruciantes que atormentaram o vosso Imaculado Coração durante 36 horas de sepultura do vosso divino Filho. Pelas dores acerbíssimas da vossa soledade, oh! Acendei-nos na alma o desejo de ver a Deus no Céu, e alcançai-nos, um dia, a eterna Bem-aventurança. Enquanto, porém, neste desterro peregrinamos, obtende-nos as graças que nos são necessárias para amarmos e servirmos a Jesus com fidelidade até à morte; e, se for de sua vontade adorável, impetrai-me (nos) a mercê que imploro (vos imploramos) com inteira confiança. “Amém”.

NOSSA SENHORA DA SAUDADE, rogai por nós!

Carmelo São José de Petrópolis

Endereço: Avenida Barão do Rio Branco, 1164  Petrópolis – RJ, 25680-150
(0xx)24 2242-3434

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30 de Janeiro: Dia da Saudade

saudadeO Dia da Saudade é comemorado anualmente em 30 de janeiro no Brasil. Esta data serve para recordar a memória das pessoas que não estão mais em nosso meio, seja por mudança ou por falecimento, os tempos bons que já passaram e as lembranças da infância. Além disso, podemos sentir a falta de festas de família, de amigos e professores da escola, de uma roupa que era especial, um presente que ganhamos de alguém importante para nós, etc.

A palavra saudade é de origem latina, do vocábulo “solitatem”, que quer dizer “solidão”. É uma palavra extremamente complexa, cheia de significado e muito difícil de traduzir do português para outros idiomas, devido a sua precisão.

O Dicionário Aurélio traz a seguinte definição:

Saudade: Substantivo feminino – Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.

O léxico “saudade” é exclusivo da língua portuguesa e galega. A história retrata que o surgimento da expressão se deu na época da colonização do Brasil, onde os portugueses sofriam com a distância de sua terra, sua casa e seus familiares.

Nem toda língua traduz um significado para a palavra saudade, pois muitas não são capazes de explicar esse sentimento de ausência, de carência ou de melancolia.

 Trazem um sentido empobrecido e frio desse sentimento tão nobre. Na língua inglesa a palavra saudade é demonstrada como sentir a falta (i miss you), no espanhol é a falta que provoca recordação (recuerdo), no francês é lembrança ou souvenir e no italiano uma recordação de afeto (rocordo affetuoso).

Uma empresa britânica, que teve a colaboração de mais de mil tradutores, criou uma lista onde constam as palavras mais difíceis de traduzir em todo o mundo. A palavra “saudade” foi considerada a sétima palavra mais difícil de se traduzir para outros idiomas.

Hoje peçamos a Nossa Senhora da Saudade que console nosso coração perante este sentimento que, para muitos é por vezes doloroso.

No Dia da Saudade é comum ouvir músicas sobre a saudade e disseminar poemas e frases sobre esse sentimento. Para refletir, um poema do “saudoso” Mário Quintana:

Saudade

Na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.

Via você no ontem, no hoje, no amanhã…
Mas não via você no momento.

Que saudade…

Mario Quintana.

Fontes:

Calendarr Brasil

Brasil Escola

Porto Web

Adaptação: Pe. Henrique Maria, sjs.

Nossa Senhora da Saudade: “Vinde a Ela, vós todos que sofreis”.

No dia 30 de Janeiro  comemora-se no Brasil o Dia da Saudade. Olhando a vida da Ssma. Virgem Maria, percebemos o quão humana ela foi. A ponto de viver a saudade em extremo! Recordemos a imensa saudade que a Virgem Maria teve de seu Filho, nos três dias incompletos que seu corpo esteve no sepulcro.

A devoção a Nossa Senhora da Saudade nasceu em 30 de março de 1918, após a Virgem Maria ter aparecido em sonho para a Irmã Ignez do Sagrado Coração de Jesus, uma das fundadoras do Carmelo de São José, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde se encontra sua única, linda e comovente imagem, esculpida em mármore branco.

Trata-se, portanto, de uma invocação genuinamente brasileira, “inspirada pelo Alto para, de modo especial, honrar a dor, até então desconhecida, do Imaculado Coração de Maria, durante as 36 horas, ou seja, os três dias incompletos, do encerramento de Jesus no sepulcro”.

De acordo com o jornalista Mozart Monteiro, em seu livro “Nossa Senhora da Saudade”, “a devoção da Coroa de Saudades da Rainha dos Mártires foi desde logo apresentada ao eminente teólogo Padre Dr. João Gualberto do Amaral, e por ele examinada. Declarou o ilustre sacerdote ser esta devoção perfeitamente ortodoxa, nada tendo que contrariasse a sã doutrina da Igreja; e acrescentou que o número 36, das horas do sepultamento de Cristo, se encontra no corpo da ‘Suma’, de São Tomás de Aquino – cuja obra é a expressão mais perfeita da ortodoxia católica” (p. 139).

Naquela época, a cidade de Petrópolis pertencia à Diocese de Niterói, cujo Bispo, Dom Agostinho Benassi, aprovou a devoção, autorizando a impressão de folhetos com a fórmula da Coroa de Saudades.

Como explica Nilza Botelho Megale, no livro Invocações da Virgem Maria no Brasil, “foi então instituída a ‘Coroa da Saudade da Rainha dos Mártires’ (aprovada pelo bispo de Niterói), espécie de terço constituído de três mistérios, cada um constando de um ‘Pai Nosso’ e doze ‘Lembrai-vos’, somando, portanto, esta última oração o número 36, correspondente às horas de sofrimento da Mãe Celestial. Na medalha de Nossa Senhora com que termina a coroa rezam se três ‘Aves Marias’ e uma súplica especial à Rainha dos Mártires”.

Com a criação da Diocese de Petrópolis, em 1948, o primeiro Bispo, Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, em 1950, vetou a difusão pelo país da devoção a Nossa Senhora da Saudade, autorizando-a apenas nos limites do Carmelo de São José.

A restauração da Liturgia da Semana Santa pelo Papa Pio XII, em 1956, ratificando o luto intenso para o Sábado Santo, antigo Sábado de Aleluia, tornou evidente o martírio da Saudade sofrido pela Mãe Divina durante o sepultamento de Jesus, vindo respaldar o culto a Nossa Senhora da Saudade.

A única imagnossa-senhora-saudadeem de Nossa Senhora da Saudade encontra-se na clausura do Carmelo de São José, em Petrópolis. Esculpida em Paris, em mármore Carrara, mede 1,66 m de altura, sem contar o globo terrestre que fica aos pés da Virgem. Foi doada por uma senhora da sociedade, em agradecimento às graças recebidas da Virgem Saudosa.

A imagem representa Maria em tamanho natural, de pé sobre o globo terrestre e com a cabeça ligeiramente inclinada para baixo, encimada por bonita coroa de ouro. Seu semblante docemente triste deixa transparecer um sorriso melancólico. Sua mão esquerda se apoia sobre o peito, trespassado por um punhal de ouro, enquanto com a direita segura a “coroa da Saudade”, também de ouro.

Acima da Imagem lê-se a inscrição:

“Vinde a Ela, vós todos que sofreis, vós todos que chorais; e Ela vos consolará”. 

fonte: Comunidade Flor do Carmelo

Adaptação: Pe. Henrique Maria, sjs.

SALMO 145 – FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO (4º DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A)

 

Salmo 145
MP3: https://pocketterco.com.br/musica/FQg…
Melodia: Léo Mantovani
Interpretação: Junior Germano
Backing Vocal: Junior Germano e Fabiana Pieczarka
Instrumental e Arranjos: Edson Pieczarka Jr (Teco)
Guitarra: Piero Martins

INTRO: A, C#m7, F#m7, D9, F7+ A E/G# F#m7
FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO, D E A
PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS. E F#m7
1. O Senhor é fiel para sempre, Bm7 D E
faz justiça aos que são oprimidos;
F#m7 Bm7 C#m7
ele dá alimento aos famintos,
D A/C# Bm7 E A E
é o Senhor quem liberta os cativos. E F#m7
2. O Senhor abre os olhos aos cegos, Bm7 D E
o Senhor faz erguer-se o caído,
F#m7 Bm7 C#m7
o Senhor ama aquele que é justo,
D A/C# Bm7 E A E
é o Senhor que protege o estrangeiro. E F#m7
3. Ele ampara a viúva e o órfão, Bm7 D E
mas confunde os caminhos dos maus. F#m7 Bm7
O Senhor reinará para sempre!
F#m7 E
Ó Sião, o teu Deus reinará.
D A/C# Bm7 E A E
para sempre e por todos os séculos!

4º Domingo do Tempo comum, A.

Informações básicas:
– Abertura do Sermão da montanha, da missão de Jesus.
– Oração – adorar a Deus e amar as pessoas.
– 1ª Leitura Sf. 2,3;3,12-13, Sl. 145, 1 Cor. 1,26-31, Mt. 5, 1-12a.

Nota: Bem-aventurado, vem da palavra latina beatus que originou o termo Beatitude. No original grego, o vocábulo usado por Mateus é μακαριος (makarios), cujo significado lembra felicidade, alegria divina e perfeita; As Bem-Aventuranças (Beatitudes) também são conhecidas como Macarismos.

Bem-aventurados os pobres em espírito…

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Discorso della Montagna – Beato Angelico (1395-1455).

No inicio do ministério de Jesus, s. Mateus põe em evidência sua pregação, sua doutrina, isto é, seu ensinamento/programa de vida. Por isso, no capítulo 5, dá inicio ao seu belo discurso, conhecido como “Sermão da Montanha”, nosso trecho evangélico de hoje. Para nós, cristãos, é nossa Magna Carta!

…Subiu ao monte… → não se trata de indicação geográfica, mas sim, de um “monte” teológico, ou seja, porção de terra que aponta para o céu, lugar de encontro com Deus; Ele sobre, não como Moisés que buscava receber a Lei de Deus (cf. Ex. 32), mas subiu e simplesmente sentou-se.

…E sentou-se. → sentado como Mestre, a partir dele mesmo, fazer brotar para nós a sabedoria. Dando-nos a “Nova Lei”, que na verdade é uma Graça/Dom de Deus à Humanidade. Ele nos dá um retrato de si mesmo: homem perfeito, no qual Deus-Pai se compraz de modo pleno (cf. Mt. 3, 17).

As Bem-Aventuranças são características de Jesus, de sua pregação. Constituem um “caminho para a felicidade”. São constituídas de sete formas particulares e mais uma de fechamento (conclusão). Não constituem uma série ou coletânea de preceitos morais a serem praticados, mostrando-nos como proceder. Jesus não diz: “Vós deveis ser pobres”. Mas sim, “Já que o Reino dos céus é vosso, podeis reconhecer a vossa pobreza!”

Penso eu que a primeira Bem-Aventurança seja a mais importante, pelo simples fato de nos ajudar a viver também as demais. Por isso, nela me detenho nesta meditação:

“Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus”.

Os chamados “pobres em espírito” são os que têm consciência de sua pobreza, não somente em sentido material, mas especialmente a nível ontológico (no mais profundo do ser). Esta “pobreza ontológica” nos faz perceber que todo ser humano é pobre e finito. Somente em Deus somos realmente ricos. É dele que nos vem todo bem. Todo homem nasce nú e chorando e, também um dia  deixará esta terra da mesma forma que aqui chegou. Assim, todo homem, seja ele rico ou pobre materialmente, pode ser feliz, pois Deus é por nós!

Em meus poucos anos de ministério, encontrei pessoas ricas e humildes, bem como, pessoas pobres e extremamente soberbas. “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt. 6,21). Ao assumirmos nossa pobreza ontológica, percebemos que Deus é nossa única riqueza!

Na primeira leitura de hoje, o profeta Sofonias anuncia uma boa notícia em meio à tragédia exílica. Deus promete que deixará um punhado de homens humildes e pobres – o resto de Israel em sua terra, os que se manterão fiéis ao Senhor. Esses se sabem necessitados de Deus e amam as pessoas, esses sim podem buscar a Deus! A esses “pobres em espírito” Deus manifesta a sua predileção. Esses são verdadeiramente humildes, como afirma o salmo 145.

Já na segunda leitura, após elucidar a questão dos “partidos” existentes na comunidade de Corinto, s. Paulo esclarece que por mais que não existam muitos sábios dentre eles, mas são pessoas humildes e simples, os que Deus escolheu. Como ele mesmo diz: Deus escolheu o que o mundo considera como fraco, para assim confundir o que é forte. Deus faz grandes coisas a partir de pessoas modestas. O Senhor inverte a lógica do mundo, para que a glória pertença unicamente a Ele.

Somos hoje convidados a reconhecer nossa pobreza e deixemos Deus agir através de nós!

 

3º Domingo do Tempo Comum, A

Informações básicas:
– Convertei-vos e crede no Evangelho.
– Oração – Deus dirija nossa vida pelo seu amor para que frutifiquemos.
– 1ª Leitura Is. 8.23b-9,3; salmo 26; 2ª leitura 1 Cor 1,10-13.17; Ev. Mt 4, 12-23.

Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.

Com o trecho evangélico deste domingo, retomamos nossa leitura “semicontínua” do Evangelho de s. Mateus. Após seus Batismo e após saber da prisão de João Batista, Jesus, de certa forma, ocupa seu lugar no coração do povo.

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pintura:O Chamado, de Duccio di Buoninsegna.

Agora, Jesus não mais se retira a Nazaré, mas vai morar em Cafarnaum. Era uma cidade portuária de grande importância na Galileia, com grande fluxo de pessoas. Mateus especifica que Cafarnaum situava-se no antigo território das tribos de Zabulon e Neftali. O mesmo povo mencionado pelo profeta Isaías na primeira leitura, como sendo o povo que viva nas trevas, agora viu uma grande luz. As trevas mencionadas era a escravidão vivida séculos antes, por parte dos Assírios. Ali, onde o povo foi outrora abandonado, agora é lembrado por Deus.

Naquele local, Jesus começa a exercer seu ministério público. A luz mencionada pelo profeta é o próprio Jesus que vem trazer a todos uma nova perspectiva de Salvação. É luz porque ilumina a todos os que dele se aproximam. Em Jesus temos o pleno cumprimento desta profecia de Isaías.

O trecho evangélico segue, narrando o chamado dos primeiros apóstolos (enviados): Simão-Pedro e André; logo em seguida, Tiago e João. Sendo Luz, os primeiros “iluminados” foram esses apóstolos.

 A pregação de Jesus era regida por um lema: Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo.

Convertei-vosμετανοειτε μετάνοια = metanóia: palavra grega e significa arrependimento, conversão (tanto espiritual, bem como intelectual), mudança de direção e mudança de mente; mudança de atitudes, temperamentos; caráter trabalhado e evoluído.

o Reino dos Céus está próximo βασιλεια των ουρανων : o Reino dos Céus não deve ser interpretado como sendo um lugar ou coisa, mas é uma pessoa: Jesus Cristo. Sua presença (seja ela física ou espiritual) constitui o Reino, tendo o Céu a sua origem e destinação.

A esta “iluminação” que nos é oferecida pelo Senhor Jesus, damos o nome de Batismo.  Pois por esta iluminação, contemplamos a santa luz da nossa salvação na qual vislumbramos as coisas divinas (s. Clemente de Alexandria, séc. II). É do Batismo que nasce nossa decisão de conversão.

Em nossa caminhada de batizados, arriscamos cair no erro da Comunidade de Corinto (segunda leitura), que foi dividida em partidos. S. Paulo hoje os exorta a serem concordes (Concórdia = CONCORS, “com o mesmo pensamento”, literalmente “corações unidos”). Viverem unidos, num só coração e alma. Pois Cristo não está dividido. E nós precisamos estar unidos a Ele, Nossa Luz e Salvação (sl. 26).

“Quem pratica a verdade aproxima-se da luz”
(São Clemente de Alexandria 150 – 215 dC).

2º Domingo do Tempo comum, A

Informações básicas:
– Testemunhar o Cordeiro de Deus.
– Oração – Escutai as preces do vosso povo.
– Leituras: Is 49,3.5-6; Sl 39; 1 Cor1,1-3; Jo 1,29-34

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

O trecho evangélico de hoje nos traz o momento em que João Batista reconhece Jesus e o aponta como “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Para nós, católicos, é uma invocação comum, pois em toda santa Missa, enquanto o sacerdote apresenta a hóstia, se repete a frase de João.

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Agnus Dei. Tela de Francisco Zurbarán (1640). 

Cordeiro indica sacrifício. O A.T. não menciona um “Cordeiro de Deus”, apenas o “Cordeiro Pascal”. O sangue do cordeiro macho e sem defeito livraria o povo da morte do corpo, assim como o Sangue de Cristo – Deus e Homem sem defeito, sem mácula – livraria os cristãos da morte da alma, após a nova Páscoa. O cordeiro imolado do A.T. era uma imagem do Cordeiro Imolado do N.T. A palavra “cordeiro”, talyâ’ em aramaico (língua usual na época de Jesus), também significa “servo”. Jesus é o Servo de Deus (cf. Is. 53), o Ministro que Deus instituiu dando uma missão importante. A característica desse Servo é ser sacrifício agradável a Deus.

 

João Batista ajuda os presentes a reconhecer que Jesus é o Filho de Deus (v. 34). E diz aos outros: Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Por isso, é o Messias, o representante oficial para Salvação do mundo.

Na primeira leitura, Isaías se apresenta como sendo ele mesmo o Servo de Deus. O texto é de caráter profético. O profeta não fala somente de si mesmo, mas do Salvador. Assim, este texto é “chave de leitura” da Missão de Jesus: é o Cordeiro de Deus, Luz das Nações, o Escolhido para levar a Salvação a toda a Terra (cf. Is. 49,6).

Em nossa segunda leitura de hoje, s. Paulo nos relembra que somos chamados a sermos santos. Para isso, não é necessário “fazer grandes coisas”, mas sim, buscar cumprir a vontade de Deus em nossas vidas. Como o profeta Isaías e como Jesus, nosso Salvador. Façamos nossas, as palavras do salmista: Eis que venho, Senhor, com prazer faço a vossa vontade!

Deixemos diante do Altar do Senhor todos os obstáculos que nos impedem de sermos santos, homens e mulheres que buscam fazer a vontade do Pai.