8º Domingo do Tempo comum, Ano A.

Informações básicas:
– Providência de Deus.
– Oração – a paz na vida para servir na alegria.
– Leituras: Is 49, 14-15; Sl 62; 1 Cor 4, 1-5; Ev 6, 24-34.

Não vos preocupeis com o dia de amanhã.

A liturgia do 8º domingo nos propõe como trecho evangélico a última parte do grande discurso doutrinal de Jesus, o Sermão da Montanha. O Mestre nos dá uma “palavra” que nos convida a superar as preocupações.

Após o grande anúncio das Bem-Aventuranças, e o ensinamento da Nova-Lei, dada por Cristo, como “perfeição” que vem de Deus Pai, Jesus insiste na necessidade da confiança. A atitude do filho é de confiar em seu Pai.

Jesus começa usando uma figura que fala dos servos: Ninguém pode servir a dois senhores. Porém, não somos servos, mas nos tornamos filhos de Deus. Logo, é preciso rejeitar a servidão do mundo para sermos realmente filhos de Deus. Se, somos filhos, somos também herdeiros (Rm. 8,17), pois acolhemos a filiação que nos foi dada no batismo. Tornamo-nos capazes de fazer “o extraordinário” que é próprio de Deus. Esta é a confiança que expulsa qualquer preocupação!

gesu-mani-uccelliE o Senhor continua a usar figuras metafóricas para ilustrar seu ensinamento: os pássaros do céu e os lírios do campo… Não cultivam os grãos e nem fiam. Contudo, Jesus não nos diz: “não deveis trabalhar!” Ele quer que aprendamos a crer na Divina Providência, isto é, atrás das nossas ações existe um Pai que prevê e provê, ele cuida de nós!

Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? Jesus nos convida a expulsar a preocupação (ansiedade), aquele medo, o apego em excesso às coisas deste mundo. O convite de Jesus é à confiança, ao trabalho com serenidade, sem ter aquela pretensão frenética de controlar tudo (o tempo, as pessoas e as circunstâncias…). Assim, nos lembremos da máxima de Santo Inácio de Loyola: “Orai como se tudo dependesse de Deus, e trabalhai como se tudo dependesse de vós”.

Para cada dia, bastam seus próprios problemas (suas preocupações). Portanto, vivamos “o hoje” com suas exigências, pois “o amanhã” está nas mãos de Deus. Igualmente, busquemos o Reino de Deus e a sua Justiça. Ou seja, abracemos o seu projeto de Salvação, seu estilo de vida, vivendo com agrada a Deus, do modo que Jesus nos ensinou. E todo o resto será consequência do nosso “sim” a Deus.

O tema da confiança em Deus também é tratado na primeira leitura deste domingo. Onde encontramos o Povo de Israel, humilhado pelo exílio da Babilônia (IV a.C.) sente-se abandonado por Deus e aflito. Isaías o exorta a ter coragem e confiar no Senhor. Existem sim mães que se esquecem de seus filhos, mas Deus nunca nos esquece!

Após aprendermos a valiosa lição da confiança no Pai, podemos recitar o salmo 61: Só em Deus a minha alma tem repouso, só ele é meu rochedo e salvação. É uma oração de confiança, de abandono em Deus. É Nele que encontramos o verdadeiro repouso!

E, na segunda leitura, s. Paulo escreve à tumultuada e crítica Comunidade de Corinto. Esta buscava compreender em profundidade o Projeto de Salvação de Deus. S. Paulo diz que o que realmente importa a nós é que sejamos fiéis. Por isso, confiemos em Deus! Aguardai que o Senhor venha.
Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações.
Não adianta nos agitar e nos preocupar com o futuro. Como verdadeiros filhos, estamos nos braços do Pai.

 Fonte exegética: Don Claudio Doglio

 

 

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