Intenção do Papa para o AO – JULHO 2018: “Os sacerdotes na sua missão pastoral”.

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Por quê voltar a “blogar” nos dias de hoje?

Muitas pessoas, ao se depararem com este blogue na internet, podem se perguntar: o quê ouve com o autor? Será que ele desistiu de blogar? Esse neologismo “blogar”, que de uma década para cá se tornou tão conhecido e pronunciado expressa muito mais do que sua definição no dicionário: Fazer publicação em blogue. Mais do que simplesmente escrever qualquer baboseira, é importante que nossas palavras expressem nossas convicções pessoais, isto é, o que trazemos dentro de nós mesmos. Em uma sociedade que reina os recursos audio-visuais (you-tube, spotify, etc), onde quase a metade dos nossos jovens e adultos não possui o hábito da leitura, se torna cada vez mais difícil encontrar motivos para se continuar a escrever. Muitos de nós, blogueiros, começamos a blogar por um dos dois motivos óbvios: por amor ou por fama e dinheiro. Eu, como muitos, escolhi a VIA AMORIS – a primeira opção.

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Mas, no desenrolar da vida, vão nos aparecendo coisas urgentes que “roubam” de certo modo nossa disponibilidade para blogar. Tais como: rotina de trabalho, atenção à familia, etc. Em tudo isso, jamais vi meu blogue que mantenho há 10 anos (apenas há 04 no wordpress) como um peso. É aqui que tenho um encontro comigo mesmo, expondo mi

nhas ideias e convicções, sejam elas religiosas (falando como sacerdote) ou pessoais. Não escrevo para me tornar famoso ou ser elogiado, nem muito menos para obter lucro. Escrevo porque tenho algo a dizer. Para mim isso basta. Portanto, vale à pena voltar a escrever, a contuar a expressar aquilo que tenho a dizer. E conto com você para me acompanhar nesta viagem da vida, lendo este “diário de bordo” dos servos de Maria.

Bem-aventurado Carlos de Jesus (Charles de Foucald), Sacerdote (†1916).   

charles_foucauldHoje celebramos a memória desse grande homem que é exemplo para nós. Nascido aos 15 de dezembro de 1858 em Estrasburgo, viveu uma vida desregrada buscando apenas o próprio prazer. Começou a carreira militar, mas foi afastado com desonra, por indisciplina e má conduta. Diante da expulsão, se dedicou a viajar e a explorar o Marrocos. Voltando à Europa foi até a igreja de Santo Agostinho de Paris, queria receber uma instrução religiosa, mas ouviu outra indicação por parte do padre Henri Huvelin: devia se confessar e receber a santa comunhão. Ele de pronto obedeceu e, em seguida, escreveu: “Daquele dia em diante a minha vida foi uma sucessão de bênçãos”. Numa carta escrita ao amigo Henri de Castries: “Apenas comecei a crer que houvesse um Deus, compreendi que não poderia viver senão para ele: a minha vocação religiosa nasceu no mesmo momento em que nascia a minha fé: Deus é grande… mas não creia que minha fé tenha se formado entre uma manhã e uma noite”. Em todo caso, Charles aceitou o conselho do padre Huvelin, de ir em peregrinação até a Terra Santa. Indo até a Terra Santa, Charles seguiu os passos de Jesus, permanecendo particularmente tocado pela cidadezinha de Nazaré, onde ficou por dez dias. Retornando à Europa, decidiu entrar no mosteiro trapista de Nossa Senhora das Neves, em Ardéche. Em 1897 volta à Nazaré e aí compreende que deve seguir o sacerdócio. De fato, em 1901 é ordenado sacerdote. Em 1905 o encontramos junto à população tuareg de Tamanrasset: assimilou tão profundamente a vida dos tuareg que, infelizmente, acabou por ficar doente, em virtude de uma grande seca. Nessa ocasião, os próprios habitantes tomaram conta dele durante o período de convalescência. Apesar disso, continuou seu trabalho pastoral. No dia 1 de dezembro de 1916, estava trabalhando quando sentiu que batiam à sua porta. Abriu a porta e se deparou com um grupo de salteadores. Após o roubo, o grupo ficou assustado, em função do ruído da chegada de um destacamento de soldados, cavalgando dromedários. Diante dessa chegada inesperada, um jovem que custodiava Charles, se assustou e disparou um tiro de fuzil que acabou por vitimá-lo. Seu corpo, jogado no fosso do forte, onde se encontrava, foi resgatado pelo comandante Laperrine, que o sepultou num local mais adequado. Em 1929, seus restos mortais foram transferidos para o cemitério francês de El Golea, na Algéria. Seu exemplo de vida chegou a ser citado na Encíclica Populorum Progressio do papa Paulo VI:

“Em muitas regiões foram contados entre os pioneiros do progresso material e do desenvolvimento cultural. Basta relembrar o exemplo do padre Charles de Foucauld, que foi considerado digno de ser chamado, pela sua caridade, “Irmão universal”, e redigiu um precioso dicionário da língua tuaregue. Sentimo-nos na obrigação de prestar homenagem a estes precursores, tantas vezes ignorados, a quem a caridade de Cristo impelia, assim como aos seus êmulos e sucessores, que ainda hoje continuam a servir generosa e desinteressadamente aqueles que evangelizam” (n. 12).

No dia 24 de abril de 2001, o papa São João Pualo II autorizou a promulgação do decreto que declarava Venerável o irmão Charles de Foucald. A beatificação ocorreu sob o pontificado de Bento XVI, aos 15 de maio de 2005, na solenidade de Pentecostes.

  Fonte: Aleteia.

 

 

Oito conselhos práticos para todo católico.

1. Comece o dia com a oração, a sua Bíblia, e uma conversa com a sua Mãe.

biblia“Parece tão simples, mas eu não entendo por que alguns dias eu não consigo “encaixar” a oração.”  Os nossos dias precisam ser centrados em torno desse hábito.  Marque um encontro com Ele. Programar o alarme do celular para um momento em que você possa orar e não deixar Deus esperando. As manhãs são melhores, mas se não funcionar encontre um horário que funcione. Puxe sua Bíblia e leia uma ou duas linhas. As leituras da Santa Missa são uma ótima forma de começar. A meta para todos os católicos é rezar o Santo Rosário todos os dias, reze no transporte, no horário de almoço, durante os intervalos do trabalho para casa ou para a faculdade, com esforço é possível ao menos rezar um Santo Terço por dia. Se algum dia isso não for possível, se realmente aconteceu algo sério para que você não entregasse uma coroa de rosas, ao menos, a Mãe do Senhor, não durma sem entregar a Ela ao menos uma rosa, uma Ave-Maria.

“A oração é nada mais do que a união com Deus. Quando o coração é puro e unido a Deus ele é consolado e cheio de doçura; ele é ofuscado por uma luz maravilhosa “. – São João Maria Vianney.

2. Sorriso, seja gentil.

Você já ouviu o velho hino: “Eles saberão que somos cristãos pelo nosso amor, pelo nosso amor …”? (cf. Jo. 13, 35). Não é necessariamente verdade hoje. Os cristãos se tornaram tão rudes e irreverentes como todos os outros, às vezes até mais! Vamos recuperar o nosso amor cristão sorridente, dando o nosso assento no ônibus ou ajudando velhinhas a atravessar a rua.

“Vamos sempre conhecer uns aos outros com o sorriso, o sorriso é o começo do amor.”   – Madre Teresa.

3. Use as redes sociais! e chame um amigo para visitar um amigo.

Sim, eu sei que temos um monte de posts sobre como a mídia social é usada em demasia, mas vá em frente, use-a! No entanto, use-a de uma maneira que glorifique a Deus. Compartilhe uma escritura com um amigo. Pergunte como está um antigo colega. Comunicar-se com as pessoas para construir relacionamentos e que eles possam existir na pessoalidade também, que as redes não substituam o tempo de trocas pessoalmente.

“A amizade é a fonte dos maiores prazeres, e sem amigos mesmo as atividades mais agradáveis ​​se tornam tediosas.” –  São Tomás de Aquino.

4. Diga para alguém que você a ama e o porquê!

Eu não conheço ninguém que já tenha se cansado de ouvir que são amados. É ainda melhor quando lhes é dada uma lista de razões pelas quais são amáveis! Quer se trate de seus pais, irmãos ou suas próprias crianças, podemos tornar isso um hábito diário.

“Você aprende a falar falando, estudar estudando, correr, executando, trabalhar trabalhando e é só assim, você aprende a amar amando. Todos aqueles que pensam que podem aprender de qualquer outra forma estão enganando a si mesmos. ” – São Francisco de Sales.

5. Fale sobre Deus.

Fazer de Deus parte do seu dia, não apenas em seu tempo de oração. Trazê-Lo para as conversas com seus amigos, familiares e até colegas de trabalho se você puder. Falamos sobre coisas que amamos – filmes, restaurantes, as pessoas…, mas nós muitas vezes não conseguimos falar de Deus da mesma forma. Por isso, os gestos de piedade cristã são uma forma de evangelização singela e forte, nesse mundo em que já não temos mais nenhum lembrete social da nossa fé, portanto, fazer o Sinal da Cruz antes e depois das refeições, esteja você no refeitório, no restaurante ou num açaizeiro, quando passa em frente a uma Igreja, fazer um minuto de silêncio quando passa em frente a um cemitério ou um hospital se recolhendo em uma súplica silenciosa pelas almas, usar o crucifixo com piedade, falar que não pode ir ao churrasco de manhã no domingo pois é o horário da Santa Missa, tirar uns minutos do horário do almoço e ir ali no sacrário daquela Igreja perto do seu trabalho para adorar Jesus Eucarístico, fazer uma penitência na sexta-feira, essas pequenas atitudes evangelizam, falam de Deus no silêncio e são a força motriz do cristianismo autêntico.

“Mas isso não significa que devemos adiar a missão evangelizadora; em vez disso, cada um de nós deve encontrar maneiras de comunicar Jesus onde quer que estejamos. Todos nós somos chamados a oferecer aos outros um testemunho explícito ao amor salvífico do Senhor, que apesar de nossas imperfeições nos oferece sua proximidade, sua palavra e sua força, e dá sentido às nossas vidas. ” – Papa Francisco.

6. Sacrificar alguma coisa.

É tão importante que aprendamos a fazer sacrifícios diários e oferece-los ao Senhor. E não precisa ser algo louco. Pode ser: comer pão sem manteiga, desligar o rádio e dirigir em silêncio, ficar sem WI-FI por um dia. São as pequenas coisas que cultivam nossa santidade e nos ajudam a superar o nosso apego às coisas do mundo.

“Não há lugar para o egoísmo e não há lugar para o medo! Não tenha medo, então, quando o amor faz exigências. Não tenha medo quando o amor requer sacrifício. ” – São João Paulo II.

7. Servir de alguma forma.

Procure uma maneira de servir a alguém todos os dias. Mais uma vez, isso não tem que ser algo grande como ir para a África em missão. Você pode fazer a comida para a sua mãe, pagar o café para um estranho ou pegar o lixo quando você andar na rua. Não deixe passar um dia em que você não faça alguma coisa para alguém.

“Você sabe que nosso Senhor não olha para a grandeza ou a dificuldade da nossa ação, mas no amor com que você faz a ação. O que, então, você tem a temer? ” – Santa Teresa do Menino Jesus.

8. Refletir sobre o seu dia.

No final de cada dia, passe alguns minutos pensando sobre o seu dia. Um exame de consciência é uma ótima maneira de fazer isso. Existe alguém que você precisa perdoar? Existe alguém que você precisa pedir perdão? Pense sobre as maneiras pelas quais o Senhor foi providente com você e seja grato por Suas muitas bênçãos. Agradece- O! Pergunte a si mesmo: eu me direcionei para mais perto ou mais longe de Deus com minhas ações de hoje? Como posso fazer melhor amanhã?

“Você deve se esforçar com todo o cuidado possível para agradar a Deus, de tal maneira a não fazer nada, sem antes consultá-lo, e em tudo para buscar somente a Ele e Sua glória.” – Santo Afonso Rodriguez.

Bônus…

Toda semana:

  • Vá  à missa aos domingos (e mais frequentemente se você puder durante a semana);
  • Vá à Adoração do Santíssimo (de preferência, às quintas-feiras);
  • Reúna-se com um amigo pessoalmente e / ou ir a um encontro com o seu cônjuge;

Todo mês:

  • Vá  Confessar-se;
  • Exerça algum tipo de ministério (de ajuda com um grupo de jovens, servir em uma cozinha de sopa, etc.);
  • Leia um livro espiritual;
  • Reúna-se com um mentor (diretor) espiritual;

Todo ano:

  • Faça a um retiro.
Texto inspiração: Site Catholic Link English
Tradução e adendos: Ana Paula Barros

FALSA IDOLATRIA: Os Iconoclástas (“quebradores de imagens”) de hoje – parte 2 .

Diante da tal matéria (citada anteriormente) qual dos lados estaria com a razão? Estaria a Igreja Católica infringindo o Mandamento de Ex. 20,4 ou estaria a Igreja aplicando-o conforme a vontade de Deus? 

Qual a diferença entre IMAGEM E ÍDOLO?

A imagem é muito mais do que uma simples escultura: na verdade é qualquer coisa que permite excitar a nossa vista, pouco importando se é uma escultura, um desenho, uma pintura, um objeto. Até mesmo os dicionários não religiosos são unânimes em afirmar que a imagem é a representação de um objeto pelo desenho, pintura, escultura, etc. Logo, uma pintura de Michelangelo é uma imagem da mesma forma que o desenho do tio Patinhas e o busto do Duque de Caxias também o são, de modo que não importa se a imagem está em “segunda dimensão” (podendo ser representada num plano x-y) ou em “terceira dimensão” (representada no plano x-y-z), mas que ela excite a vista e, por consequência, a imaginação, que é a capacidade de conceber abstratamente aquilo que é concreto, real.

pastor chuta santa
Inesquecível: pastor da “IURD” CHUTANDO IMAGEM – 1994.

Desta forma, uma imagem – principalmente a imagem religiosa – encerra um sentido muito mais profundo do que o próprio objeto. Ela, sem precisar – necessariamente – fazer uso da palavra, consegue falar e sensibilizar as pessoas com muito mais facilidade que ótimos oradores, pois carrega uma linguagem própria que nem sempre precisa excitar nossos ouvidos. É inegável o poder de persuasão da imagem: a TV (imagem) não suplantou o rádio (palavra)? São Paulo não se converteu ao Evangelho graças à visão resplandecente de Cristo no caminho de Damasco? Quantos homens também não se converteram por um simples olhar para uma imagem ou crucifixo mudos no interior de uma igreja? Até mesmo a Bíblia afirma que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn. 1,26-27). Vemos, assim, que o velho ditado “uma imagem vale mais do que mil palavras” é mais do que verdadeiro: é uma realidade.

Já o Ídolo não é – e jamais foi! – sinônimo de imagem. Ambos são distintos e inconfundíveis…

Ao contrário da imagem, que excita a vista, o ídolo é aquilo que substitui o único e verdadeiro Deus. Um bom exemplo, que confirma a nossa tese, é o episódio do bezerro de ouro narrado em Ex. 32: como Moisés demorava para descer do Monte Sinai, os hebreus fugitivos do Egito não tardaram a confeccionar um bezerro em ouro, a quem cultuaram como se fosse o verdadeiro Deus.

Elementos que caracterizam o ídolo(segundo Ex. 32,1b-2.4.6a) :

  1. Confunde-se com o verdadeiro e único Deus.
  2. São-lhe atribuídos poderes exclusivamente divinos.
  3. São-lhe oferecidos sacrifícios devidos ao verdadeiro Deus.
  4. A resposta da Igreja sobre a questão das imagens sacras já no séc. VIII

Com a eclosão da iconoclastia nos séculos VIII e IX, o Segundo Concílio de Nicéia, em 787, reafirmou solenemente a validade da veneração das imagens, não pelo valor do material em si, mas pelo valor das figuras que representam; seu culto, assim, é relativo, explicando-se pelo oferecimento indireto das orações àqueles que as imagens representam. Assim se definiram os padres conciliares na Sessão de 13 de outubro de 787:

“Definimos […] que, como as representações da Cruz, […] assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus, nas casas e nas estradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e de Jesus Cristo Salvador, com as da […] Santa Mãe de Deus, com as dos Santos anjos e as de todos os Santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a se recordar dos modelos originais, a se voltar para eles, a lhes testemunhar… uma veneração respeitosa, sem que isso seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus”.

Portanto, se a História é realmente mestra da vida, como afirmava o filósofo Cícero, por que não aprendemos com os erros do passado e não abraçamos a Caridade verdadeira que nos ensina Nosso Senhor? Se sabemos que tantos cristãos foram torturados e mortos no período da perseguição iconoclasta, por que ainda alimentar a discórdia?

O que lemos em artigos como os que encontramos em blogues e sites que se dizem “apologéticos” (e não o são de fato!) só contribuem para um “proselitismo puritano” que nos escravizam e tiram nossa liberdade que temos em Cristo Jesus (cf. Gl. 2,4). Estranhamente, eles afirmam respeitar “todas as pessoas de todas as religiões”, mas não se dão ao respeito. Artigo condenável e totalmente desrespeitoso.

FALSA IDOLATRIA: Os Iconoclástas (“quebradores de imagens”) de hoje – parte 1.

cirio1Recentemente, enquanto fazia uma busca sobre o Círio de Nazaré (PA), me deparei com um infame site chamado: Centro Apologético Cristão de Pesquisas” (CACP), com um artigo intitulado “O pecado da idolatria”. Em tal artigo, trazia uma foto do Círio em Belém.

Isso foi o que me motivou a escrever algumas notas sobre o tema. É triste ver que muitas pessoas ao se depararem com tal artigo o tomam como verdade absoluta, sem criticidade alguma e , nem mesmo se dão ao trabalho de observar as suas fontes.

O ser humano, como ser dotado de razão, deve aprender com a sua História. A Igreja, como Instituição divino-humana, tem também a sua História.  E o que ela diz a este respeito?

Iconoclastia ou Iconoclasmo (do grego εικών, transl. eikon, “ícone”, imagem, e κλαστειν, transl. klastein, “quebrar”, portando “quebrador de imagem”) foi um movimento político-religioso contra a veneração de ícones e imagens religiosas no Império Bizantino que começou no início do século VIII e perdurou até ao século IX. [1] Os iconoclastas acreditavam que as imagens sacras seriam ídolos, e a veneração e o culto de ícones por conseqüência, – idolatria.

Em oposição a iconoclastia existe a iconodulia ou iconofilia (do grego que significa “venerador de imagem”), ao qual defende o uso de imagens religiosas, “não por crer que lhes seja inerente alguma divindade ou poder que justifique tal culto, ou porque se deva pedir alguma coisa a essas imagens ou depositar confiança nelas como antigamente faziam os pagãos, que punham sua esperança nos ídolos [cf. Sl 135, 15-17], mas porque a honra prestada a elas se refere aos protótipos que representam, de modo que, por meio das imagens que beijamos e diante das quais nos descobrimos e prostramos, adoramos a Cristo e veneramos os santos cuja semelhança apresentam. [2]

Clique aqui para a 2ª parte.

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[1] Иконоборчество. http://slovari.yandex.ru/dict/bse/article/00029/11700.htm?text=иконоборчество. Большая Советская Энциклопедия. издательство = Советская энциклопедия. 1969 — 1978
[2] Denzinger, Henrici; Hünermann, Petrus, Enchiridion symbolorum, definitionum et declarationum de rebus fidei et morum (Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral), Paulinas (publicado em versão portuguesa brasileira em 2007), pp. 460 (Denzinger-Hünermann [*1823).

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Um exemplo de ignorância:

Adesão da igreja Luterana sueca à ideologia de gênero?

Chega de “Senhor” e “Ele”. A palavra “Deus” pode ser suficiente, até porque é a única que é neutra do ponto de vista do gênero sexual. A Igreja da Suécia baniu da linguagem da liturgia os termos masculinos referidos a Deus, porque Deus não tem sexo. Não é um “Ele”, nem mesmo uma “Ela”, obviamente.

A medida da Igreja Nacional Evangélica Luterana chega ao término de uma reunião de oito dias da qual participaram 251 membros. Uma espécie de pequeno ‘Concílio Vaticano II’ em nível nacional, que também se ocupou de atualizar a linguagem de um livro de 31 anos, do qual eram tiradas as frases da liturgia, dos hinos e outros aspectos linguísticos. Isso entrará em vigor a partir do dia 20 de maio, dia de Pentecostes.

bispaA Igreja da Suécia é a referência religiosa para 6,1 milhões de batizados em um país de 10 milhões. E talvez, não por acaso, tem à sua frente uma mulher, a arcebispa Antje Jackelén (foto) que lembrou que o debate sobre a linguagem começou ainda em 1986. “Teologicamente”, explica, “Deus está além dos gêneros. Ele não é humano.”

Algumas críticas foram feitas à escolha. Christer Pahlmblad, professor de teologia da Universidade de Lund, declarou que, assim, “subestima-se a doutrina da Trindade. Não é uma medida inteligente. A Igreja da Suécia será conhecida como a Igreja que não respeita a herança teológica comum”.

Fonte: Repubblica.it