8º Domingo do Tempo comum, Ano A.

Informações básicas:
– Providência de Deus.
– Oração – a paz na vida para servir na alegria.
– Leituras: Is 49, 14-15; Sl 62; 1 Cor 4, 1-5; Ev 6, 24-34.

Não vos preocupeis com o dia de amanhã.

A liturgia do 8º domingo nos propõe como trecho evangélico a última parte do grande discurso doutrinal de Jesus, o Sermão da Montanha. O Mestre nos dá uma “palavra” que nos convida a superar as preocupações.

Após o grande anúncio das Bem-Aventuranças, e o ensinamento da Nova-Lei, dada por Cristo, como “perfeição” que vem de Deus Pai, Jesus insiste na necessidade da confiança. A atitude do filho é de confiar em seu Pai.

Jesus começa usando uma figura que fala dos servos: Ninguém pode servir a dois senhores. Porém, não somos servos, mas nos tornamos filhos de Deus. Logo, é preciso rejeitar a servidão do mundo para sermos realmente filhos de Deus. Se, somos filhos, somos também herdeiros (Rm. 8,17), pois acolhemos a filiação que nos foi dada no batismo. Tornamo-nos capazes de fazer “o extraordinário” que é próprio de Deus. Esta é a confiança que expulsa qualquer preocupação!

gesu-mani-uccelliE o Senhor continua a usar figuras metafóricas para ilustrar seu ensinamento: os pássaros do céu e os lírios do campo… Não cultivam os grãos e nem fiam. Contudo, Jesus não nos diz: “não deveis trabalhar!” Ele quer que aprendamos a crer na Divina Providência, isto é, atrás das nossas ações existe um Pai que prevê e provê, ele cuida de nós!

Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? Jesus nos convida a expulsar a preocupação (ansiedade), aquele medo, o apego em excesso às coisas deste mundo. O convite de Jesus é à confiança, ao trabalho com serenidade, sem ter aquela pretensão frenética de controlar tudo (o tempo, as pessoas e as circunstâncias…). Assim, nos lembremos da máxima de Santo Inácio de Loyola: “Orai como se tudo dependesse de Deus, e trabalhai como se tudo dependesse de vós”.

Para cada dia, bastam seus próprios problemas (suas preocupações). Portanto, vivamos “o hoje” com suas exigências, pois “o amanhã” está nas mãos de Deus. Igualmente, busquemos o Reino de Deus e a sua Justiça. Ou seja, abracemos o seu projeto de Salvação, seu estilo de vida, vivendo com agrada a Deus, do modo que Jesus nos ensinou. E todo o resto será consequência do nosso “sim” a Deus.

O tema da confiança em Deus também é tratado na primeira leitura deste domingo. Onde encontramos o Povo de Israel, humilhado pelo exílio da Babilônia (IV a.C.) sente-se abandonado por Deus e aflito. Isaías o exorta a ter coragem e confiar no Senhor. Existem sim mães que se esquecem de seus filhos, mas Deus nunca nos esquece!

Após aprendermos a valiosa lição da confiança no Pai, podemos recitar o salmo 61: Só em Deus a minha alma tem repouso, só ele é meu rochedo e salvação. É uma oração de confiança, de abandono em Deus. É Nele que encontramos o verdadeiro repouso!

E, na segunda leitura, s. Paulo escreve à tumultuada e crítica Comunidade de Corinto. Esta buscava compreender em profundidade o Projeto de Salvação de Deus. S. Paulo diz que o que realmente importa a nós é que sejamos fiéis. Por isso, confiemos em Deus! Aguardai que o Senhor venha.
Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações.
Não adianta nos agitar e nos preocupar com o futuro. Como verdadeiros filhos, estamos nos braços do Pai.

 Fonte exegética: Don Claudio Doglio

 

 

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7º Domingo do Tempo Comum, Ano A.

Informações básicas:
Ser perfeito e santo é amar.
– Oração – conhecer o que é reto, para realizar a vontade de Deus.
– Leituras: Lv. 19, 1-2.17-18; Sl. 102; 1 Cor. 3,16-23; Mt. 5, 38-48.

Amai os vossos inimigos.

sermao_da_montanha7Uma vez mais, damos continuidade ao estupendo Sermão da Montanha. Ouvimos a doutrina da Boa Nova de Jesus, segundo s. Mateus. Ali transmite aos discípulos a Nova Lei, a qual não contradiz a Antiga Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento (cf. Mt. 5, 17).

Hoje, continuando o trecho evangélico da semana passada, temos as “antíteses”, compostas de cinco sentenças. Sendo três delas vistas no último domingo. E para hoje, restam ainda duas.

Jesus começa recordando a conhecida “Lei de talião”[1], isto é, a lei da retaliação. Onde se prega que a pena deve ser proporcional à culpa/dano causado. E Jesus nos propõe “algo a mais”, que vai além de uma simples justiça retributiva. Ele propõe um “dom de graça”, capaz de mudar, converter o coração do homem: “Não enfrenteis que é malvado!” (Mt. 5, 39). A nossa oposição ao malvado deve ser feita pondo em prática este “algo a mais”, com dose extra de Amor-Caridade.

“Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’”(Mt. 5, 43). Esta segunda parte não é bíblica, mas sim uma explicação corrente na época: o inimigo/adversário perigoso, esse é digno de ódio. Jesus nos propõe uma atitude que vai “de encontro” ao inimigo. Não só amar o próximo, mas oferecer uma possibilidade àqueles que não são próximos ou ligados afetivamente a nós. É a possibilidade de por em prática este algo a mais.

“E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário?” (Mt. 5, 47).  Cumprimentar quem nos é amistoso é um gesto instintivo. Até um cão reage bem a quem lhe trata bem e rosna a quem lhe ameaça ferir. Muitas vezes nos comportamos assim: tratamos bem os amigos e nos consideramos os melhores cristãos. Jesus, quando nos propõe o algo a mais, não nos pede o impossível, mas nos dá a capacidade de fazer o extraordinário. É a Graça de Jesus que nos dá esta capacidade.

“Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt. 5, 48). Com o auxílio da Graça de Jesus podemos alcançar a perfeição, isto é a plena maturidade, porque somos filhos. O Pai é assim e nos transmite a sua capacidade de amar. Podemos ser maduros no modo de amar, como é o Pai.

A primeira leitura de hoje é composta por uma série de antigos preceitos, é a nobreza da Antiga Lei, mais conhecida como o Código de santidade do Levítico. Este culmina com o mandato do amor ao próximo (cf. Lv. 19, 18). Muito similar ao que nos foi transmitido por Jesus. Sendo o seu diferencial a sua própria Pessoa. Como Legislador, Ele deu aos seus discípulos a capacidade extraordinária, a conformação dos filhos ao Pai: Deus é Amor (I Jo. 4, 8) e, espera de nós gestos de amor.

Assim, como filhos do Pai misericordioso, podemos louvá-Lo, como o salmista no Salmo 102. Que eleva um grande louvor ao Deus da Misericórdia: “O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo”. Ele é Perfeito no amor e, nós como filhos, temos como herança a sua enorme capacidade de amar.

Na segunda leitura deste domingo, s. Paulo escreve aos Coríntios, fazendo uma séria exortação: não vos iludais com vossa autossuficiência, em serem autônomos. Pois a mentalidade deste mundo é insensatez. Ou seja, precisamos acolher a Sabedoria que vem de Deus e nos deixar formar por ela. Se acolhermos a Graça de Deus, teremos a possibilidade de sermos realmente sábios. “Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum… Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (I Cor. 3, 22-23).

***

[1]lei de talião, do latim lex talionis (lex: lei e talio, de talis: tal, idêntico), também dita pena de talião, consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Esta lei é frequentemente expressa pela máxima olho por olho, dente por dente. Os primeiros indícios do princípio de talião foram encontrados no Código de Hamurábi, em 1 780 a.C. no reino da Babilônia.

6º Domingo do Tempo Comum, Ano A.

Informações básicas:
o Amor como plenitude da Lei.
– Oração – Deus vive nos corações sinceros e retos, que os nossos sejam.
– Leituras: Eclo 15, 16-21; Sl 118; 1 Cor 2, 6-10; Mt 5, 17-37.

Assim foi dito aos antigos; eu, porém, vos digo.

sermao-da-montanhaHoje, mais uma vez, ouvimos a doutrina da Boa Nova de Jesus, segundo s. Mateus. Em três capítulos o Evangelista expõe a doutrina cristã, tendo como “cenário” (ambiente) Jesus que ensina sobre a Montanha (cf. Mt. 5,1). Ali transmite aos discípulos a Nova Lei, a qual não contradiz a Antiga Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento (cf. Mt. 5, 17).

No trecho deste domingo temos as “antíteses”, compostas de cinco sentenças, onde Jesus manifesta grande autoridade: “assim foi dito aos antigos… Eu, porém, vos digo…”. Esta contraposição não gera conflito, mas sim, completa o sentido da Lei. Ele mesmo já havia esclarecido isto antes. A obra de Jesus é favorecer a prática dos Mandamentos, até nas pequenas coisas!

Mas olhando de modo superficial, vemos grande rigorosidade neste ensinamento (quem nunca se encolerizou/sentiu raiva de um irmão?).  Vendo por este viés, não compreendemos a Boa Nova do ensinamento de Jesus. Em nosso olhar, temos que levar em conta que todos os Mandamentos são preceitos de ação que vai do exterior para o interior de quem os pratica. Os mestres da Lei (escribas) e os fariseus eram irrepreensíveis, do ponto de vista legal. Entretanto, Jesus não nos diz: “Sejam como os mestres da Lei e os fariseus”, mas sim, “se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (v 20).  [Interpreto aqui o conceito de justiça como correspondente à santidade]. Ou seja, Ele nos convida a superá-los! Mas como é possível?

O que Jesus nos propõe é Graça, é Dom de Deus. Como cristãos batizados e templos de Deus, temos a Sua força em nós (cf. Jo. 7, 38). Esta “força” é luz, é sabedoria que vem do próprio Deus! A Lei diz: “Não Matarás!” Porém, Jesus nos dá a possibilidade de irmos além: amar e tratar bem o irmão. Pois aquele que tem e age com Caridade cumpre toda a Lei (cf. Rm. 13, 10). O próprio Jesus nos deixou o exemplo. A Lei que Jesus propõe é Graça de uma vida nova, a possibilidade de cumprir em plenitude o que agrada a Deus.

Em nossa 1ª leitura, extraída do Eclesiástico (Sirácidas), o autor chamado Jesus Bensirac (mestre da Lei de Jerusalém, 180 a.C.) afirma que Deus nos dá a possibilidade de escolhas: “Diante de ti, Ele colocou o fogo e a água… Estão a vida e a morte, o bem e o mal; receberá aquilo que preferir” (Eclo. 15, 17-18). Quem põe a mão no fogo, se queima! Mas a ninguém Deus manda queimar-se. Mas nos indica o caminho do bem.

Jesus Cristo vai além, pois por sua Graça torna possível não apenas “fazer o bem”, mas de sermos bons, pela Bondade de Deus em nós! E nos dá a felicidade: “Feliz quem na Lei do Senhor Deus vai progredindo!” (Sl. 118).

Já na 2ª leitura, s. Paulo fala de uma sabedoria voltada para os “perfeitos” (cristãos conscientes e maduros). Sabedoria que não é terrena. Por isso, os grandes deste mundo não a conheceram. Para sermos homens e mulheres sábios, precisamos amadurecer na fé. Este é o caminho da vida, revelado a nós pelo Espírito: viver como Jesus (autênticos cristãos). “Que o vosso sim seja sim, e o vosso não seja não” (Mt. 5. 37). Assim, na sinceridade e autenticidade da vivência cristã, nós reinaremos com Ele.

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A XXV JORNADA MUNDIAL DO ENFERMO 2017

 «Admiração pelo que Deus faz: “o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 49)»

Queridos irmãos e irmãs,

Pope Francis visits 'Bambin Gesu' children's hospitalNo próximo dia 11 de fevereiro, celebrar-se-á em toda a Igreja, e de forma particular em Lourdes, a XXV Jornada Mundial do Doente, sob o tema: «Admiração pelo que Deus faz: “o Todo-Poderoso fez em mim maravilhas” (Lc 1, 49)». Instituída pelo meu predecessor São João Paulo II em 1992 e celebrada a primeira vez precisamente em Lourdes no dia 11 de fevereiro de 1993, tal Jornada dá ocasião para se prestar especial atenção à condição dos doentes e, mais em geral, a todos os atribulados; ao mesmo tempo convida quem se prodigaliza em seu favor, a começar pelos familiares, profissionais de saúde e voluntários, a dar graças pela vocação recebida do Senhor para acompanhar os irmãos doentes. Além disso, esta recorrência renova, na Igreja, o vigor espiritual para desempenhar sempre da melhor forma a parte fundamental da sua missão que engloba o serviço aos últimos, aos enfermos, aos atribulados, aos excluídos e aos marginalizados (cf. João Paulo II, Motu proprio Dolentium hominum, 11 de fevereiro de 1985, 1). Com certeza, os momentos de oração, as Liturgias Eucarísticas e da Unção dos Enfermos, a interajuda aos doentes e os aprofundamentos bioéticos e teológico-pastorais que se realizarão em Lourdes, naqueles dias, prestarão uma nova e importante contribuição para tal serviço.

Sentindo-me desde agora presente espiritualmente na Gruta de Massabiel, diante da imagem da Virgem Imaculada, em quem o Todo-Poderoso fez maravilhas em prol da redenção da humanidade, desejo manifestar a minha proximidade a todos vós, irmãos e irmãs que viveis a experiência do sofrimento, e às vossas famílias, bem como o meu apreço a quantos, nas mais variadas tarefas de todas as estruturas sanitárias espalhadas pelo mundo, com competência, responsabilidade e dedicação se ocupam das melhoras, cuidados e bem-estar diário de todos vós. Desejo encorajar-vos a todos – doentes, atribulados, médicos, enfermeiros, familiares, voluntários – a olhar Maria, Saúde dos Enfermos, como a garante da ternura de Deus por todo o ser humano e o modelo de abandono à vontade divina; e encorajar-vos também a encontrar sempre na fé, alimentada pela Palavra e os Sacramentos, a força para amar a Deus e aos irmãos mesmo na experiência da doença.

Como Santa Bernadete, estamos sob o olhar de Maria. A jovem humilde de Lourdes conta que a Virgem, por ela designada «a Bela Senhora», a fixava como se olha para uma pessoa. Estas palavras simples descrevem a plenitude dum relacionamento. Bernadete, pobre, analfabeta e doente, sente-se olhada por Maria como pessoa. A Bela Senhora fala-lhe com grande respeito, sem Se pôr a lastimar a sorte dela. Isto lembra-nos que cada doente é e permanece sempre um ser humano, e deve ser tratado como tal. Os doentes, tal como as pessoas com deficiências mesmo muito graves, têm a sua dignidade inalienável e a sua missão própria na vida, não se tornando jamais meros objetos, ainda que às vezes pareçam de todo passivos, mas, na realidade, nunca o são.

Bernadete, depois de estar na Gruta, graças à oração, transforma a sua fragilidade em apoio para os outros; graças ao amor, torna-se capaz de enriquecer o próximo e, sobretudo oferece a sua vida pela salvação da humanidade. O facto de a Bela Senhora lhe pedir para rezar pelos pecadores lembra-nos que os doentes, os atribulados não abrigam em si mesmos apenas o desejo de curar, mas também o de viver cristãmente a sua existência, chegando a doá-la como autênticos discípulos missionários de Cristo. A Bernadete, Maria dá a vocação de servir os doentes e chama-a para ser Irmã da Caridade, uma missão que ela traduz numa medida tão elevada que se torna modelo que todo o profissional de saúde pode tomar como referência. Por isso, peçamos à Imaculada Conceição a graça de saber sempre relacionar-nos com o doente como uma pessoa que certamente precisa de ajuda – e, por vezes, até para as coisas mais elementares – mas também é portadora do seu próprio dom que deve partilhar com os outros.

O olhar de Maria, Consoladora dos aflitos, ilumina o rosto da Igreja no seu compromisso diário a favor dos necessitados e dos doentes. Os preciosos frutos desta solicitude da Igreja pelo mundo dos atribulados e doentes são motivo de agradecimento ao Senhor Jesus, que Se fez solidário conosco, obedecendo à vontade do Pai até à morte na cruz, para que a humanidade fosse redimida. A solidariedade de Cristo, Filho de Deus nascido de Maria, é a expressão da omnipotência misericordiosa de Deus que se manifesta na nossa vida – sobretudo quando é frágil, está ferida, humilhada, marginalizada, atribulada –, infundindo nela a força da esperança que nos faz levantar e sustenta.

Uma riqueza tão grande de humanidade e de fé não deve ficar perdida, mas sim ajudar-nos a enfrentar as nossas fraquezas humanas e, ao mesmo tempo, os desafios presentes em âmbito sanitário e tecnológico. Por ocasião da Jornada Mundial do Doente, podemos encontrar novo impulso a fim de contribuir para a difusão duma cultura respeitadora da vida, da saúde e do meio ambiente; encontrar um renovado impulso a fim de lutar pelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, inclusive mediante uma abordagem correta das questões bioéticas, a tutela dos mais fracos e o cuidado pelo meio ambiente.

Por ocasião da XXV Jornada Mundial do Doente, reitero a minha proximidade feita de oração e encorajamento aos médicos, enfermeiros, voluntários e a todos os homens e mulheres consagrados comprometidos no serviço dos doentes e necessitados; às instituições eclesiais e civis que trabalham nesta área; e às famílias que cuidam amorosamente dos seus membros doentes. A todos, desejo que possam ser sempre sinais jubilosos da presença e do amor de Deus, imitando o testemunho luminoso de tantos amigos e amigas de Deus, dentre os quais recordo São João de Deus e São Camilo de Lélis, Padroeiros dos hospitais e dos profissionais de saúde, e Santa Teresa de Calcutá, missionária da ternura de Deus.

Irmãs e irmãos todos – doentes, profissionais de saúde e voluntários –, elevemos juntos a nossa oração a Maria, para que a sua materna intercessão sustente e acompanhe a nossa fé e nos obtenha de Cristo seu Filho a esperança no caminho da cura e da saúde, o sentido da fraternidade e da responsabilidade, o compromisso pelo desenvolvimento humano integral e a alegria da gratidão sempre que Ele nos maravilha com a sua fidelidade e a sua misericórdia:

Ó Maria, nossa Mãe,
que, em Cristo, acolheis a cada um de nós como filho,
sustentai a expectativa confiante do nosso coração,
socorrei-nos nas nossas enfermidades e tribulações,
guiai-nos para Cristo, vosso filho e nosso irmão,
e ajudai a confiarmo-nos ao Pai que faz maravilhas.

 

A todos vós, asseguro a minha recordação constante na oração e, de coração, concedo a Bênção Apostólica.

Vaticano, 8 de dezembro – Festa da Imaculada Conceição – de 2016.

Pp. Francisco.

Salmo 118 – 6º Domingo do Tempo Comum, Ano A.

Salmo 118 – 6º Domingo do Tempo Comum – 12/02/2017

— Feliz o homem sem pecado em seu caminho,/ que na lei do Senhor Deus vai progredindo!

— Feliz o homem sem pecado em seu caminho,/ que na lei do Senhor Deus vai progredindo./ Feliz o homem que observa seus preceitos,/ e de todo o coração procura a Deus!

— Os vossos mandamentos vós nos destes,/ para serem fielmente observados./ Oxalá seja bem firme a minha vida/ em cumprir vossa vontade e vossa lei!

— Sede bom com vosso servo, e viverei,/ e guardarei vossa palavra, ó Senhor./ Abri meus olhos, e então contemplarei/ as maravilhas que encerra vossa lei!

— Ensinai-me a viver vossos preceitos;/ quero guardá-los fielmente até o fim!/ Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei,/ e de todo o coração a guardarei.

Download do MP3:
http://bit.ly/2jSFP58

Download da CIFRA:
http://bit.ly/2kcrQrF

Banda de rock peruana composta totalmente por freiras “viraliza” na internet.

Uma banda de rock peruana composta totalmente por freiras virou uma sensação na internet. Segundo a irmã Mônica Nobl, o grupo musical, chamado Siervas (“Servas” em espanhol), se formou em um convento em Lima.

Conversando sobre música, as freiras perceberam que várias delas sabiam tocar diferentes instrumentos.

“As pessoas se esquecem de que as freiras eram pessoas normais antes de se tornarem freiras. Nós somos como você, nós ouvimos música pop e rock a vida toda”, disse a religiosa.

A banda compôs músicas e gravou vídeos que viralizaram – para encontrá-la nas redes siervassociais, basta procurar por @SiervasMusica. As freiras se apresentaram para o papa Francisco durante uma visita dele ao México.

Depois disso, passaram a receber convites para se apresentar em diversos países. “Nós vamos para onde Deus aponta. Não temos planos preestabelecidos”, contou a irmã Mônica Bobl.

Fonte: BBC Brasil

Vereadora petista defende de modo enérgico a “laicidade” do Estado e gera polêmica em Araraquara-SP.

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Vereadora Thaianara durante a sessão. Foto G1.

Estudante de direito, Thainara Faria tem 22 anos, é a mulher mais jovem e a primeira negra a ocupar uma cadeira na Câmara de Araraquara. É filiada ao PT. Na primeira sessão ordinária do ano na Câmara Municipal de Araraquara (SP), causou polêmica ao justificar aos demais vereadores por que não participará do “rodízio” para ler um trecho da Bíblia.

Em seu primeiro discurso, ela afirmou que o Brasil é um Estado Laico e, por isso, as entidades governamentais têm que ser neutras em relação às religiões. E, em sua opinião, Estado Laico é aquele que segue o caminho do laicismo.

“Sou católica praticante, mas não posso doutrinar minha religião aos outros, isso é um erro. Meus princípios e o princípio religioso que sigo têm que ser para ‘Thainara Faria’ pessoa. A vereadora tem que representar o povo. Eu não posso colocar meus interesses particulares e pessoais de religião no ambiente político, isso é um erro”.

Segundo o regimento interno da Câmara, a leitura da Bíblia deve ser feita pelos parlamentares em todas as sessões, obedecendo à sequência da ordem alfabética. Caso algum não queira participar do rodízio, deve solicitar a retirada de seu nome da lista elaborada para este fim.

 “É uma infelicidade que o povo não tenha conhecimento e domínio da lei, mas o legislador, o vereador, o parlamentar, era pra ter o conhecimento da lei e não fazer nada que ferisse a constituição. A gente espera que o parlamentar conheça a constituição, conheça os princípios do nosso país, mas eles não conhecem”, criticou a vereadora.

Artigo na íntegra: G1

Grifo nosso.

***

Moralmente a justificativa dessa jovem vereadora é válida?

Primeiramente, vale à pena recordar que, como “católica praticante” (como Thainara refere a si mesma), ela jamais deveria ter se filiada ao PT. Como sabemos, um católico não deve filiar-se a partidos que abusam da pluralidade de opinião para defender atentados contra a lei moral, como o aborto e o casamento de pessoas do mesmo sexo. Como é de conhecimento de todos, no 3º Congresso do PT, ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”. E todo político filiado é obrigado a acatar esta resolução, sob pena de “desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (Estatuto do PT, art. 128, §2º). Logo, todo petista é pró-aborto. Por isso, podemos duvidar da veracidade de suas palavras, quando afirma: “sou católica praticante”.

E por último, a vereadora Thainara se engana quando afirma: “Estado Laico é aquele que segue o caminho do laicismo”. Há uma grande diferença entre dois conceitos: laicidade e laicismo.

De modo bastante sucinto, a laicidade é característica dos Estados não confessionais que assumem uma posição de neutralidade perante a religião, a qual se traduz em respeito por todos os credos e inclusive pela ausência deles (agnosticismo, ateísmo). Já o laicismo, igualmente não confessional, refere-se aos Estados que assumem uma postura de tolerância ou de intolerância religiosa, ou seja, a religião é vista de forma negativa, ao contrário do que se passa com a laicidade.

“A Constituição Federal de 1988, como de resto a maioria das anteriores, não permite nem mesmo que se cogite ou suspeite de laicismo no Estado brasileiro. Com efeito, qualquer ideia de laicismo é repudiada ab ovo, pois já no preâmbulo de nossa Carta é solenemente declarado: “promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil” (g.n.). Obviamente, um Estado que se constitui sob a proteção de Deus pode ser tudo, menos um Estado ateu ou antirreligioso. Decerto, porém, que o apreço e o reconhecimento dos valores religiosos não ficaram somente no preâmbulo. Longe disso, a Constituição de 1988 foi bastante zelosa ao dispor sobre estes valores”.

Paulo Henrique Hachich De Cesare, Advogado.

Para a Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2012

Podemos até entender a posição dos demais vereadores de religiões não-cristãs que, por ventura se sintam incomodados. Mas é difícil compreender a atitude da vereadora Thaianara. Pode até ser que a leitura de trechos da bíblia em sessões camarárias, definida mediante imposição regimental, não seja um exemplo da Laicidade do Estado. Mas, em seu afã em defender um “Estado Laico”, a vereadora passa a defender uma postura laicista, vendo de forma negativa a religião cristã (a da maioria da população brasileira). Apesar do Estado ser laico, nossa Sociedade Brasileira não é laica.