Oito conselhos práticos para todo católico.

1. Comece o dia com a oração, a sua Bíblia, e uma conversa com a sua Mãe.

biblia“Parece tão simples, mas eu não entendo por que alguns dias eu não consigo “encaixar” a oração.”  Os nossos dias precisam ser centrados em torno desse hábito.  Marque um encontro com Ele. Programar o alarme do celular para um momento em que você possa orar e não deixar Deus esperando. As manhãs são melhores, mas se não funcionar encontre um horário que funcione. Puxe sua Bíblia e leia uma ou duas linhas. As leituras da Santa Missa são uma ótima forma de começar. A meta para todos os católicos é rezar o Santo Rosário todos os dias, reze no transporte, no horário de almoço, durante os intervalos do trabalho para casa ou para a faculdade, com esforço é possível ao menos rezar um Santo Terço por dia. Se algum dia isso não for possível, se realmente aconteceu algo sério para que você não entregasse uma coroa de rosas, ao menos, a Mãe do Senhor, não durma sem entregar a Ela ao menos uma rosa, uma Ave-Maria.

“A oração é nada mais do que a união com Deus. Quando o coração é puro e unido a Deus ele é consolado e cheio de doçura; ele é ofuscado por uma luz maravilhosa “. – São João Maria Vianney.

2. Sorriso, seja gentil.

Você já ouviu o velho hino: “Eles saberão que somos cristãos pelo nosso amor, pelo nosso amor …”? (cf. Jo. 13, 35). Não é necessariamente verdade hoje. Os cristãos se tornaram tão rudes e irreverentes como todos os outros, às vezes até mais! Vamos recuperar o nosso amor cristão sorridente, dando o nosso assento no ônibus ou ajudando velhinhas a atravessar a rua.

“Vamos sempre conhecer uns aos outros com o sorriso, o sorriso é o começo do amor.”   – Madre Teresa.

3. Use as redes sociais! e chame um amigo para visitar um amigo.

Sim, eu sei que temos um monte de posts sobre como a mídia social é usada em demasia, mas vá em frente, use-a! No entanto, use-a de uma maneira que glorifique a Deus. Compartilhe uma escritura com um amigo. Pergunte como está um antigo colega. Comunicar-se com as pessoas para construir relacionamentos e que eles possam existir na pessoalidade também, que as redes não substituam o tempo de trocas pessoalmente.

“A amizade é a fonte dos maiores prazeres, e sem amigos mesmo as atividades mais agradáveis ​​se tornam tediosas.” –  São Tomás de Aquino.

4. Diga para alguém que você a ama e o porquê!

Eu não conheço ninguém que já tenha se cansado de ouvir que são amados. É ainda melhor quando lhes é dada uma lista de razões pelas quais são amáveis! Quer se trate de seus pais, irmãos ou suas próprias crianças, podemos tornar isso um hábito diário.

“Você aprende a falar falando, estudar estudando, correr, executando, trabalhar trabalhando e é só assim, você aprende a amar amando. Todos aqueles que pensam que podem aprender de qualquer outra forma estão enganando a si mesmos. ” – São Francisco de Sales.

5. Fale sobre Deus.

Fazer de Deus parte do seu dia, não apenas em seu tempo de oração. Trazê-Lo para as conversas com seus amigos, familiares e até colegas de trabalho se você puder. Falamos sobre coisas que amamos – filmes, restaurantes, as pessoas…, mas nós muitas vezes não conseguimos falar de Deus da mesma forma. Por isso, os gestos de piedade cristã são uma forma de evangelização singela e forte, nesse mundo em que já não temos mais nenhum lembrete social da nossa fé, portanto, fazer o Sinal da Cruz antes e depois das refeições, esteja você no refeitório, no restaurante ou num açaizeiro, quando passa em frente a uma Igreja, fazer um minuto de silêncio quando passa em frente a um cemitério ou um hospital se recolhendo em uma súplica silenciosa pelas almas, usar o crucifixo com piedade, falar que não pode ir ao churrasco de manhã no domingo pois é o horário da Santa Missa, tirar uns minutos do horário do almoço e ir ali no sacrário daquela Igreja perto do seu trabalho para adorar Jesus Eucarístico, fazer uma penitência na sexta-feira, essas pequenas atitudes evangelizam, falam de Deus no silêncio e são a força motriz do cristianismo autêntico.

“Mas isso não significa que devemos adiar a missão evangelizadora; em vez disso, cada um de nós deve encontrar maneiras de comunicar Jesus onde quer que estejamos. Todos nós somos chamados a oferecer aos outros um testemunho explícito ao amor salvífico do Senhor, que apesar de nossas imperfeições nos oferece sua proximidade, sua palavra e sua força, e dá sentido às nossas vidas. ” – Papa Francisco.

6. Sacrificar alguma coisa.

É tão importante que aprendamos a fazer sacrifícios diários e oferece-los ao Senhor. E não precisa ser algo louco. Pode ser: comer pão sem manteiga, desligar o rádio e dirigir em silêncio, ficar sem WI-FI por um dia. São as pequenas coisas que cultivam nossa santidade e nos ajudam a superar o nosso apego às coisas do mundo.

“Não há lugar para o egoísmo e não há lugar para o medo! Não tenha medo, então, quando o amor faz exigências. Não tenha medo quando o amor requer sacrifício. ” – São João Paulo II.

7. Servir de alguma forma.

Procure uma maneira de servir a alguém todos os dias. Mais uma vez, isso não tem que ser algo grande como ir para a África em missão. Você pode fazer a comida para a sua mãe, pagar o café para um estranho ou pegar o lixo quando você andar na rua. Não deixe passar um dia em que você não faça alguma coisa para alguém.

“Você sabe que nosso Senhor não olha para a grandeza ou a dificuldade da nossa ação, mas no amor com que você faz a ação. O que, então, você tem a temer? ” – Santa Teresa do Menino Jesus.

8. Refletir sobre o seu dia.

No final de cada dia, passe alguns minutos pensando sobre o seu dia. Um exame de consciência é uma ótima maneira de fazer isso. Existe alguém que você precisa perdoar? Existe alguém que você precisa pedir perdão? Pense sobre as maneiras pelas quais o Senhor foi providente com você e seja grato por Suas muitas bênçãos. Agradece- O! Pergunte a si mesmo: eu me direcionei para mais perto ou mais longe de Deus com minhas ações de hoje? Como posso fazer melhor amanhã?

“Você deve se esforçar com todo o cuidado possível para agradar a Deus, de tal maneira a não fazer nada, sem antes consultá-lo, e em tudo para buscar somente a Ele e Sua glória.” – Santo Afonso Rodriguez.

Bônus…

Toda semana:

  • Vá  à missa aos domingos (e mais frequentemente se você puder durante a semana);
  • Vá à Adoração do Santíssimo (de preferência, às quintas-feiras);
  • Reúna-se com um amigo pessoalmente e / ou ir a um encontro com o seu cônjuge;

Todo mês:

  • Vá  Confessar-se;
  • Exerça algum tipo de ministério (de ajuda com um grupo de jovens, servir em uma cozinha de sopa, etc.);
  • Leia um livro espiritual;
  • Reúna-se com um mentor (diretor) espiritual;

Todo ano:

  • Faça a um retiro.
Texto inspiração: Site Catholic Link English
Tradução e adendos: Ana Paula Barros
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30 de Janeiro: Dia da Saudade

saudadeO Dia da Saudade é comemorado anualmente em 30 de janeiro no Brasil. Esta data serve para recordar a memória das pessoas que não estão mais em nosso meio, seja por mudança ou por falecimento, os tempos bons que já passaram e as lembranças da infância. Além disso, podemos sentir a falta de festas de família, de amigos e professores da escola, de uma roupa que era especial, um presente que ganhamos de alguém importante para nós, etc.

A palavra saudade é de origem latina, do vocábulo “solitatem”, que quer dizer “solidão”. É uma palavra extremamente complexa, cheia de significado e muito difícil de traduzir do português para outros idiomas, devido a sua precisão.

O Dicionário Aurélio traz a seguinte definição:

Saudade: Substantivo feminino – Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.

O léxico “saudade” é exclusivo da língua portuguesa e galega. A história retrata que o surgimento da expressão se deu na época da colonização do Brasil, onde os portugueses sofriam com a distância de sua terra, sua casa e seus familiares.

Nem toda língua traduz um significado para a palavra saudade, pois muitas não são capazes de explicar esse sentimento de ausência, de carência ou de melancolia.

 Trazem um sentido empobrecido e frio desse sentimento tão nobre. Na língua inglesa a palavra saudade é demonstrada como sentir a falta (i miss you), no espanhol é a falta que provoca recordação (recuerdo), no francês é lembrança ou souvenir e no italiano uma recordação de afeto (rocordo affetuoso).

Uma empresa britânica, que teve a colaboração de mais de mil tradutores, criou uma lista onde constam as palavras mais difíceis de traduzir em todo o mundo. A palavra “saudade” foi considerada a sétima palavra mais difícil de se traduzir para outros idiomas.

Hoje peçamos a Nossa Senhora da Saudade que console nosso coração perante este sentimento que, para muitos é por vezes doloroso.

No Dia da Saudade é comum ouvir músicas sobre a saudade e disseminar poemas e frases sobre esse sentimento. Para refletir, um poema do “saudoso” Mário Quintana:

Saudade

Na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.

Via você no ontem, no hoje, no amanhã…
Mas não via você no momento.

Que saudade…

Mario Quintana.

Fontes:

Calendarr Brasil

Brasil Escola

Porto Web

Adaptação: Pe. Henrique Maria, sjs.

Os “filhos do quarto”…

Achei muito pertinente a reflexão da Psicopedagoga Cassiana Tardivo. Para você que é pai ou mãe, ou que exerce a função de educador, vale à pena refletir:

“Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto! Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos. Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurançe24591afa4f81623756fd679f25df8a8a. Quanta imaturidade a nossa! Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é…

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares. Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar…  Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos. Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente. Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite!  Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala,
ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo). E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, “dando trabalho” e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal!”

Autora: Cassiana Tardivo