30 de Janeiro: Dia da Saudade

saudadeO Dia da Saudade é comemorado anualmente em 30 de janeiro no Brasil. Esta data serve para recordar a memória das pessoas que não estão mais em nosso meio, seja por mudança ou por falecimento, os tempos bons que já passaram e as lembranças da infância. Além disso, podemos sentir a falta de festas de família, de amigos e professores da escola, de uma roupa que era especial, um presente que ganhamos de alguém importante para nós, etc.

A palavra saudade é de origem latina, do vocábulo “solitatem”, que quer dizer “solidão”. É uma palavra extremamente complexa, cheia de significado e muito difícil de traduzir do português para outros idiomas, devido a sua precisão.

O Dicionário Aurélio traz a seguinte definição:

Saudade: Substantivo feminino – Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.

O léxico “saudade” é exclusivo da língua portuguesa e galega. A história retrata que o surgimento da expressão se deu na época da colonização do Brasil, onde os portugueses sofriam com a distância de sua terra, sua casa e seus familiares.

Nem toda língua traduz um significado para a palavra saudade, pois muitas não são capazes de explicar esse sentimento de ausência, de carência ou de melancolia.

 Trazem um sentido empobrecido e frio desse sentimento tão nobre. Na língua inglesa a palavra saudade é demonstrada como sentir a falta (i miss you), no espanhol é a falta que provoca recordação (recuerdo), no francês é lembrança ou souvenir e no italiano uma recordação de afeto (rocordo affetuoso).

Uma empresa britânica, que teve a colaboração de mais de mil tradutores, criou uma lista onde constam as palavras mais difíceis de traduzir em todo o mundo. A palavra “saudade” foi considerada a sétima palavra mais difícil de se traduzir para outros idiomas.

Hoje peçamos a Nossa Senhora da Saudade que console nosso coração perante este sentimento que, para muitos é por vezes doloroso.

No Dia da Saudade é comum ouvir músicas sobre a saudade e disseminar poemas e frases sobre esse sentimento. Para refletir, um poema do “saudoso” Mário Quintana:

Saudade

Na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.

Via você no ontem, no hoje, no amanhã…
Mas não via você no momento.

Que saudade…

Mario Quintana.

Fontes:

Calendarr Brasil

Brasil Escola

Porto Web

Adaptação: Pe. Henrique Maria, sjs.

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Os “filhos do quarto”…

Achei muito pertinente a reflexão da Psicopedagoga Cassiana Tardivo. Para você que é pai ou mãe, ou que exerce a função de educador, vale à pena refletir:

“Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares, hoje temos perdido eles dentro do quarto! Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los, mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos. Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurançe24591afa4f81623756fd679f25df8a8a. Quanta imaturidade a nossa! Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é…

Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares. Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar…  Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos. Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente. Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite!  Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala,
ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo). E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, “dando trabalho” e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal!”

Autora: Cassiana Tardivo