1º Domingo da Quaresma, Ano A.

Informações básicas:
– O Espírito nos leva ao Deserto Quaresmal.
– Oração –  Conhecer Jesus Cristo e responder ao seu amor por uma vida santa.- Leituras: Gn 2,7-9; 3,1-7; Sl 50,3-4.5-6a.12-13.14.17 (R.Cf.3a); Rm 5,12-19; Mt 4,1-11.

O Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

A cada ano, o Caminho quaresmal nos convida a tomar consciência do nosso Batismo. Na Antiguidade, os Padres da Igreja organizavam este tempo de 40 dias para a preparação dos Catecúmenos, em vista do Batismo. Esses são os que fazem o Caminho Catecumenal, ouvem a Palavra de Deus e aderiram ao Evangelho de Cristo. E na noite de Páscoa são feitos cristãos, através do Batismo.

É na Quaresma que todos os batizados são chamados a valorizar a Graça recebida: somos batizados, somos imersos em Cristo! As leituras propostas para a Quaresma nos auxiliam a redescobrir a beleza de sermos cristãos, batizados na morte e ressurreição de Jesus, isto é, vivemos plenamente como filhos e filhas de Deus em Jesus.

as-tentacoes-no-desertoO primeiro domingo é dedicado ao tema da provação ou tentação. Encontramos Jesus logo após o seu Batismo, e no início de sua vida pública é conduzido pelo Espírito Santo ao deserto. Repare que não é o Diabo que conduz Jesus ao deserto, mas o Espírito (cf. Mt. 4, 1). Foi o Pai quem permitiu a  provação do Seu Filho. Também nós, como filhos de Deus, somos conduzidos a um deserto. Mas olhando a vida de nosso Salvador, Ele que tem a plenitude no Espírito Santo (cf. Mt. 3,16) possui a Força necessária para vencer qualquer provação. Cada um de nós deve ter consciência de que possuímos, assim como Jesus, a Força de Deus em nós. Pois somos habitados por Deus ( cf.I Cor. 6, 19).

Diante disso, poderíamos nos perguntar: será que o deserto é necessário? Sim, o deserto é necessário. Se todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8,28), ir para o deserto é algo bom, é o lugar de encontro com Deus. Jesus foi para lá antes de iniciar sua vida pública. Neste tempo, Ele ficou em oração e comunhão com o Pai, preparando-se para a grande obra que viria a ser feita. Lembremos, portanto, de consultar o Pai antes de qualquer empreitada, seja ela grande ou pequena. O Espírito Santo impeliu Jesus a um lugar onde ele pudesse ficar em contato maior com Deus Pai. Assim Ele impelirá cada um dos seus filhos, os quais são habitados por Ele, a buscá-lo cada vez mais. E às vezes isto significa que o Pai poderá colocá-lo em situações difíceis. Mas junto com a provação, ele dá também os meios de suportá-la e de sair dela (cf.1 Cor. 10,13).

Em sua provação, Jesus representa toda a Humanidade. Pois consistem nas mesmas tentações que passamos ou passaremos durante a nossa vida. São elas:

  • O PRAZER: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!”.
  •  O PODER/DOMÍNIO:  “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”.
  • E O TER: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”.

Percebemos grande astúcia do Diabo, quando utiliza a própria Escritura como instrumento de tentação. E Jesus, por sua vez, rebate com uma frase do Deuteronômio – o Livro da Lei/Aliança de Deus, cada uma das tentações. Ele as venceu não se valendo de sua condição divina, mas apenas por meio da sua entrega a Deus e, se apegando a oração e o jejum. São simples armas que o Senhor quer que utilizemos neste tempo forte de Conversão que chamamos de QUARESMA.

Precisamos trazer para a nossa vida a autêntica perspectiva cristã, não nos apegando a “facilidades diabólicas”. Somente ouvintes ativos da Palavra de Deus conseguem combater essa mentalidade mundana que prega facilidades. Mas compreendendo que o Projeto de Deus para a nossa Salvação exige fé no Senhor que nos chama e esforço pessoal. Pois o Reino de Deus exige força para lutar por ele (cf. Mt. 11, 12).

Para Refletir…

Tu poderias… “Se és Filho de Deus…” Não nos acontece, às vezes, estar também do lado do tentador? “Se és Filho de Deus…” Tu poderias suprimir as fomes, as guerras, a miséria… Tu poderias tornar a tua Igreja próspera e célebre aos olhos das nações… Tu poderias… “Vai-te embora, Satanás!”

Fontes exegéticas:

  1. Don Claudio Doglio
  2. Portal Dehonianos de Portugal

 

 

 

8º Domingo do Tempo comum, Ano A.

Informações básicas:
– Providência de Deus.
– Oração – a paz na vida para servir na alegria.
– Leituras: Is 49, 14-15; Sl 62; 1 Cor 4, 1-5; Ev 6, 24-34.

Não vos preocupeis com o dia de amanhã.

A liturgia do 8º domingo nos propõe como trecho evangélico a última parte do grande discurso doutrinal de Jesus, o Sermão da Montanha. O Mestre nos dá uma “palavra” que nos convida a superar as preocupações.

Após o grande anúncio das Bem-Aventuranças, e o ensinamento da Nova-Lei, dada por Cristo, como “perfeição” que vem de Deus Pai, Jesus insiste na necessidade da confiança. A atitude do filho é de confiar em seu Pai.

Jesus começa usando uma figura que fala dos servos: Ninguém pode servir a dois senhores. Porém, não somos servos, mas nos tornamos filhos de Deus. Logo, é preciso rejeitar a servidão do mundo para sermos realmente filhos de Deus. Se, somos filhos, somos também herdeiros (Rm. 8,17), pois acolhemos a filiação que nos foi dada no batismo. Tornamo-nos capazes de fazer “o extraordinário” que é próprio de Deus. Esta é a confiança que expulsa qualquer preocupação!

gesu-mani-uccelliE o Senhor continua a usar figuras metafóricas para ilustrar seu ensinamento: os pássaros do céu e os lírios do campo… Não cultivam os grãos e nem fiam. Contudo, Jesus não nos diz: “não deveis trabalhar!” Ele quer que aprendamos a crer na Divina Providência, isto é, atrás das nossas ações existe um Pai que prevê e provê, ele cuida de nós!

Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? Jesus nos convida a expulsar a preocupação (ansiedade), aquele medo, o apego em excesso às coisas deste mundo. O convite de Jesus é à confiança, ao trabalho com serenidade, sem ter aquela pretensão frenética de controlar tudo (o tempo, as pessoas e as circunstâncias…). Assim, nos lembremos da máxima de Santo Inácio de Loyola: “Orai como se tudo dependesse de Deus, e trabalhai como se tudo dependesse de vós”.

Para cada dia, bastam seus próprios problemas (suas preocupações). Portanto, vivamos “o hoje” com suas exigências, pois “o amanhã” está nas mãos de Deus. Igualmente, busquemos o Reino de Deus e a sua Justiça. Ou seja, abracemos o seu projeto de Salvação, seu estilo de vida, vivendo com agrada a Deus, do modo que Jesus nos ensinou. E todo o resto será consequência do nosso “sim” a Deus.

O tema da confiança em Deus também é tratado na primeira leitura deste domingo. Onde encontramos o Povo de Israel, humilhado pelo exílio da Babilônia (IV a.C.) sente-se abandonado por Deus e aflito. Isaías o exorta a ter coragem e confiar no Senhor. Existem sim mães que se esquecem de seus filhos, mas Deus nunca nos esquece!

Após aprendermos a valiosa lição da confiança no Pai, podemos recitar o salmo 61: Só em Deus a minha alma tem repouso, só ele é meu rochedo e salvação. É uma oração de confiança, de abandono em Deus. É Nele que encontramos o verdadeiro repouso!

E, na segunda leitura, s. Paulo escreve à tumultuada e crítica Comunidade de Corinto. Esta buscava compreender em profundidade o Projeto de Salvação de Deus. S. Paulo diz que o que realmente importa a nós é que sejamos fiéis. Por isso, confiemos em Deus! Aguardai que o Senhor venha.
Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações.
Não adianta nos agitar e nos preocupar com o futuro. Como verdadeiros filhos, estamos nos braços do Pai.

 Fonte exegética: Don Claudio Doglio

 

 

Água benta: significado e importância…

 

Quase todos os dias, antes ou durante a missa, sou solicitado para abençoar a água. Porém, muita gente não tem consciência do valor e da importância deste sacramental.

A água benta é um sacramental. Sempre que o sacerdote a benze, fá-lo em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações o nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.

Usada com fé, aumenta em nós a Graça Santificante e atrai-nos a Benção Divina, para a alma e o corpo, põe em fuga o demônio, ajuda-nos a vencer as tentações, e alivia o sofrimento das almas do Purgatório. Tudo isto como resultado da eficácia que lhe confere a benção da Igreja, que lhe aplica os méritos do Divino Salvador. Santa Teresa tinha-lhe especial amor, como meio para pôr em fuga o demônio. Na Igreja recorda o nosso batismo, e ao traçarmos o sinal da cruz, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, nos inserimos na paixão, morte e ressurreição de Jesus.

Videoclipe da canção “Mary, did you know?” (Maria, você sabia?)”viraliza” na Net!

nossa-senhora-gravidaO videoclipe da canção “Mary, did you know?” (Maria, você sabia?), interpretada à capela pelo grupo Pentatonix, até então foi visualizado por mais de 77 milhões de pessoas depois de ter revolucionado o YouTube no seu lançamento em 2014. Próximo ao tempo do Advento daquele ano, as cinco vozes do Pentatonix lançaram o seu disco natalino “That’s Christmas to me” vendido no iTunes, recordando o verdadeiro sentido das festas natalinas.

A letra da canção foi escrita pelo compositor cristão norte-americano Mark Lowry em 1984, a pedido de um pastor para um teatro de Natal. Lowry escreveu várias perguntas dirigidas à Virgem Maria. Anos depois, Lowry buscou um fundo musical e foi Buddy Greene quem o compôs. Desde então, foi interpretada por mais de 30 artistas.

Esta é a letra da canção traduzida ao português:

Maria, você sabia?

Maria, você sabia que seu filho irá um dia andar sobre a água?
Maria, você sabia que seu filho vai salvar nossos filhos e filhas?

Você sabia que seu filho veio para te fazer nova?
Que essa criança que você deu à luz, em breve, trará a Luz para você

Maria, você sabia que seu filho vai dar visão a um cego?
Maria, você sabia que seu filho vai acalmar uma tempestade com a própria mão?

Você sabia que seu filho caminhou onde anjos pisaram?
Que quando beijava o seu bebê você beijava o rosto de Deus.

Maria, você sabia? Maria, você sabia?

Os cegos verão, os surdos ouvirão
Os mortos voltarão a viver
Os paralíticos saltarão
Os mudos galarão os louvores do Cordeiro

Maria, você sabia que seu filho é o Senhor de toda a criação?
Maria, você sabia que seu filho irá um dia governar as nações?

Você sabia que seu filho é o Cordeiro Perfeito dos céus?
Que o Menino adormecido que você segura é o grande EU SOU?

Tradução da letra: ACI Digital

O verdadeiro valor das Relíquias…

sdc12623Recentemente fui presenteado pelos padres passionistas de Roma com uma relíquia de São Gabriel da Virgem Dolorosa (o mesmo que é o padroeiro de nosso blog). O que me levou a pesquisar qual é o verdadeiro valor das relíquias dos santos.  Mas primeiro, você sabe o que é uma relíquia?

Uma relíquia (do latim reliquiae) é um objeto preservado para efeitos de veneração no âmbito de uma religião, sendo normalmente uma peça associada a uma história religiosa. Podem ser objetos pessoais ou partes do corpo de um santo. As relíquias são usualmente guardadas em receptáculos chamados relicários.

Existem três classificações de relíquias: primeira classe, que é a parte do corpo de um santo (osso, unha, cabelo, etc); segunda classe, são objetos pessoais de um santo (roupa, cajado, pregos da cruz, etc) e as de terceira classe que inclui pedaços de tecidos que tocaram no corpo do santo, ou no relicário, onde uma porção do seu corpo está conservada. A Igreja Católica, consciente de que a Santidade do próprio Deus refulge e manifesta-se em seus santos, venera, admira e invoca a intercessão dos mesmos, certo de que este procedimento, longe de ofender a Deus, ou de afastar os homens d’Ele, é algo que muito lhe agrada e muito favorece a Vida Cristã.

O Santo Padre, o Papa Bento XVI, ao relembrar a figura de São João Damasceno (séc. VIII), relembra uma definição clara e sempre atual feita pelo santo: “Damasceno ‘foi um dos primeiros que distinguiu no culto público e privado dos cristãos entre adoração (latreia) e veneração images(proskynesis): a primeira se pode dirigir unicamente a Deus e a segunda, entretanto, pode usar uma imagem para dirigir-se àquele que está representado na mesma imagem’. Os católicos veneram ‘as relíquias dos santos sobre a base da convicção de que os santos cristãos, ao terem participado da ressurreição de Cristo, não podem ser considerados simplesmente como mortos.’” * Lembremos o emocionante momento em que o Papa Bento expôs a Relíquia do Beato João Paulo II, na ocasião de sua beatificação (maio passado). Tal relíquia é o sangue de João Paulo II, que foi colhido durante seus últimos dias de vida, quando ele estava gravemente doente, para ser usado numa transfusão, caso fosse necessário. O sangue foi colocado em uma ampola e foi usado como relíquia do novo beato, para ser venerada pelos fiéis durante a cerimônia.

Nosso Pai – Fundador, o Pe. Gilberto Maria Defina, sjs, tinha uma grande devoção aos santos (amigos de Deus) e lhe agradava a veneração das relíquias dos mesmos. Tanto que durante anos mantivemos, a seu pedido, uma relíquia de Santa Felicidade (mártir do séc. III) em veneração pública na Capela Maior de nossa Casa de Formação.  Com relação à piedade e veneração de relíquias, nós salvistas tivemos um outro grande exemplo: o Pe. Mario Ugo Scacheri, missionário do PIME.  Até o fim de sua vida terrena,  o Pe. Mario manteve à cabeceira de sua cama as relíquias de seus santos de devoção, em particular, a de São José Bento Cottolengo.

Em tudo isso, afirmamos que as relíquias não são objetos mágicos ou amuletos de sorte, mas são estímulos à piedade cristã. Elas nos ajudam a lembrar-nos  dos santos, de suas vidas, de seus exemplos de virtude, da necessidade de também nós trilharmos o caminho da Santidade, de que eles, mesmo no Céu, não nos abandonaram, mas ainda estão conosco, nos ajudam e intercedem por nós.

* Audiência Geral do Papa Bento XVI, do dia 06 de maio de 2009. Com o tema: Ensinamentos de São João Damasceno.

Novena em honra ao Espírito Santo – Composta pela Beata Elena Guerra

Faltando poucos dias para a convocação do Concílio Vaticano II, o verdadeiro Pentecostes dos nossos tempos, o Papa João XXIII, eleva Elena Guerra a honra dos altares em 26 de Abril de 1959, fazendo-a  primeira Beata do seu Pontificado, quando a definiu “Apóstola do Espírito Santo dos tempos modernos”. Naquele dia, em sua homilia, o Papa afirmou: “A mensagem de Elena Guerra è sempre atual. Todos sentimos a necessidade de uma contínua Efusão do Espírito Santo, como a de um Novo Pentecostes, que renove a Terra”.

Abaixo, texto da novena.

Clique aqui!

Os créditos da tradução: Frei Vitor

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Domingo Pentecostes, Ano C

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  • Informações básicas:

– “E todos ficaram repletos do Espírito Santo”.
– Oração – Derramai sobre a extensão do mundo os Dons do Espírito Santo.
– 1ª Leitura At. 2, 2,1-11; Sl. 103; 1 Cor. 12, 3-7.12-13; Jo. 20, 19-23

  • Comentário:

Passados cinquenta dias após a Páscoa, chegamos à Solenidade de Pentecostes. Que segundo a tradição judaica, era a Festa das Semanas (sete semanas depois da Páscoa). O nome “Pentecostes”(no grego: Pentēkostḗ  ) significa “quinquagésimo dia”.

(1ª Leitura) Os discípulos celebravam a Festa de forma recolhida, até porque na tradição se celebrava a dádiva da Lei, da Aliança do Sinai (Ex 20,22-23,33; 34,10-28) feita entre Deus e o seu povo de Israel). Ainda amedrontados, naquela reunião feita com cautela, ali se manifesta a vinda do Espírito do Ressurrecto, fazendo morada sobre casa um dos seus. Tanto no Sinai quanto no Cenáculo, as manifestações do Espírito são as mesmas: vento, trovões e e fogo do céu – o que constitui uma teofania semelhante.

O Espírito Santo como “línguas de fogo”: língua = fala, comunicação; fogo = luz, calor e energia. É um calor divino que inflama os discípulos e os capacita a falar em todas as línguas! Assim, é permitido aos estrangeiros entenderem as maravilhas de Deus (anúncio evangélico). O milagre continua quando esses estrangeiros acolhem com alegria o Evangelho, a Boa Nova que vem de encontro aos anseios do coração de casa ser humano, independente de sua origem. Ali a Igreja se manifestou, pela primeira vez perante o mundo. A mesma Igreja que é nascida co Coração transpassado de Jesus no alto da Cruz! (Cf. Jo. 18, 34).

(Sl. 103) Nos propõe o Louvor ao Criador, após contemplar a Obra das mãos de Deus, peçamos que ele, com sua Presença venha renovar a Terra (cf. Gn. 1, 2).

(Evangelho) Mais uma vez, retomamos o texto de João que temos meditado nos últimos domingos. Porém, hoje o Senhor Jesus aparece e, ao soprar sobre os apóstolos lhes concede o Espírito Santo. Espírito que é a garantia da reconciliação total com Deus e os irmãos, que pode dar a Paz aos nossos corações. Este Espírito é também garantia da eficácia da Misericórdia de Deus em nossas vidas!

É o mesmo Espírito que, segundo S. Paulo, é fonte da Vida da Comunidade Cristã, isto é, da Igreja de Cristo (2ª leitura). É Ele quem distribui os dons/carismas para o bem comum. Por isso, cada um de nós tem o seu lugar na Igreja. Se temos um dom, nós não podemos usufruir do mesmo de forma egoísta, sem que o dom recebido se esvazie e esgotar-se. É esse dom, compartilhado na caridade que nos faz proclamar que “Jesus é o Senhor”. Deus quer renovar este mundo, dilacerado por guerras e violência, a partir de nós, seus filhos e filhas.

Para a Reflexão:

  1. Tenho consciência de que o Espírito Santo age em mim, como cristão? Eu respeito o templo de Deus que é meu corpo, vestindo-me decentemente e tendo pudor no falar? Coloco os meus talentos/dons/carismas a serviço da Igreja (Comunidade)?
  2. Tenho consciência da presença do Espírito Santo em meu próximo? Eu o respeito como um membro querido de nossa Comunidade? Valorizo os talentos/dons/carismas do próximo? 
  3. Tenho usado minha boca para proclamar o Louvor de Deus, para profetizar bênçãos e a ação de Deus na minha vida e na vida dos irmãos e irmãs? Tenho me aproximado com sinceridade e desejo de conversão do sacramento da Penitência? Tenho abusado da Misericórdia de Deus?