Epifania do Senhor

Informações básicas:

– Revelação de Deus a todos os povos

– Oração – Hoje revelastes o vosso Filho às nações.

– Leituras: Is 60, 1-6; Sl 71; Ef 3,2-3a.5-6;Mt2,1-12.

“Viemos do Oriente adorar o Rei… “

EPIFANIA: Manifestação divina. É Deus que se revela a Humanidade.

O sonho de Isaías se cumpre, a salvação que está em Sião agora é reconhecida pelas nações, nos magos, eles representam cada um de nós que reconhecem no menino a presença plena de Deus, no seu ajoelhar (no original, “prostrar”), o reconhecimento da divindade está a festa-da-epifania-do-senhoradoração de cada ser humano, enquanto a epifania do Natal  (cf. Lc) se restringe aos pastores de Israel, nos magos estão todos os seres humanos, no dizer de Paulo, os pagãos são admitidos à mesma herança de Israel, por isso a Epifania é a festa das nações, que hão de adorar a Deus.

Os três presentes, segundo a Tradição, são aspectos do Mistério de Cristo, contendo também a nossa vida:

  • O ouro (realeza) quando reconhecemos naquele menino o Rei que vem para servir o ser humano dando-lhe a salvação plena cujo cume é a cruz;
  •  a mirra  pó utilizado ( na Antiguidade) para preparar os corpos no sepultamento: sua humanidade e o Mistério da sua Paixão (Jo. 19,39);
  • o incenso (divindade) reconhecendo que aquele serve através da sua morte é Deus e vem nos trazer a salvação plena.

O magos foram guiados pela luz da estrela para chegar até Jesus. Nós, cristãos batizados, e que tivemos uma experiência de fé e temos uma vivência de fé em Jesus, somos hoje chamados a ser também luz para aqueles que não o conhecem. Como o próprio Jesus afirma: “Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5, 14a). Luz para mostrar Aquele que é o Caminho para a salvação, a Verdade e a Vida plena (cf. Jo. 14,6), isto é, Jesus Cristo.

Mais do que ouro, incenso e mirra, ofereçamos hoje, o nosso coração e nossa vida como um autêntico presente ao Senhor.

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Um Natal diferente…

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“Escuta, Deus! Jamais falei contigo.

Sabes? Disseram-me que tu não existias,

e eu, tolo, acreditei que era verdade.

Nunca havia reparado bem na tua obra, no mundo.

Mas, hoje, nesta noite de Natal,

desta trincheira rasgada por granadas,

vi teu céu estrelado.

Talvez aquela mesma estrela

que indicou aos pastores

tua presença na gruta de Belém.

Compreendi, então, que havia me enganado!

Não sei se apartarás a minha mão;

ela é tão manchada.

Vou explicar e hás de me compreender.

É engraçado!

Neste inferno hediondo,

achei a tua luz e pude enxergar teu rosto.

Bem, tenho que ir,

faremos um ataque à meia-noite.

Vai ser cruenta a luta, mas, Deus, não sito medo,

pois sei que tu velas por mim.

Tu bem sabes e pode ser que ainda esta noite

eu vá bater à tua porta.

Não somos muito amigos, é verdade,

mas, sim, Deus, estou chorando!

Vês, não sou tão mau assim!

O clarim está sonando.

Logo encontrarei irmãos meus,

que por um terrível absurdo terei de combater.

Deus, proteja-me! E proteja também eles”.

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Oração encontrada no bolso de um soldado morto em campo de batalha. 

Do livro: Em tuas mãos, Senhor (p. 51)

 

 

 

 

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Missa da Noite:

Informações básicas:
– A Luz rompe nas trevas.
– Oração – Verdadeira Luz.
– Leituras: Is 9, 1-6; Sl 95; Tt 2,11-14; Lc 2, 1-14.

Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.

icone-da-natividade-3Finalmente chegamos a esta noite santa, tão esperada! O texto evangélico desta Missa narra o momento onde o nosso Deus intervém na história da Humanidade. Por isso, Lucas faz questão de contextualizar o fato. Inclusive o fato da submissão de Israel a Roma. Na ocasião, foi ordenado um recenseamento de todo o Império. Geralmente, nessas ocasiões, o dado levado em conta é o lugar onde se reside, não o local de nascimento. Com o texto evangélico se criou a ideia de que todos deveriam dirigir-se ao local de nascimento. Mas historicamente não foi assim. Por algum motivo especial, José decide viajar com sua esposa grávida para a sua cidade de origem porque desejava constar como um de seus moradores, como um residente de Belém.  É justamente naquele pequeno povoado que teve origem a Tradição Davídica. Jesus nasce em condições precárias devido a tal viagem. Em todas as hospedarias, não havia lugar para eles. Em uma interpretação minha, posso dizer que não havia espaço para Jesus nos corações dos belemitas. Não havia lugar para o Menino-Deus em suas vidas.

Porém, o mais importante foi o Anúncio do Natal, isto é, do grande fato. Onde os mensageiros, os anjos levam a Boa Notícia a uma classe aparentemente insignificante em Israel, os pastores[1]. É esta a mensagem: “Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura”. Se em algum momento da história da humanidade houve necessidade de que anjos falassem, foi neste momento. O céu todo estava em festa e, viera o Filho de Deus para chamar a Si o homem. A terra deverá ser novamente unida com o céu, pois, o Reino, juntamente com seu Rei estava chegando. Tal novidade os faz deixar o seu ofício de guardar seus rebanhos para ir contemplar a Obra maravilhosa de Deus. Ainda hoje, o Natal deve ser ocasião de sairmos de nós mesmos e de nos confraternizar, nos alegrar com o outro. Gostamos de trocar presentes porque Deus, por primeiro, nos deu o maior de todos os presentes: Seu Filho, nossa Salvação!

Na primeira leitura, o profeta Isaías fala de um povo que andava na escuridão, vê uma grande luz. Ele refere-se à entronização de um rei. Para nós, se trata do Filho de Deus, Jesus Cristo, que sobe ao trono, ao lugar que lhe cabe. “Tem o poder sobre os ombros e será chamado Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz”.

Ao Salmo 95, respondamos com as palavras dos anjos aos pastores: Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo, Senhor.

Simplificando a segunda leitura, extraída da Carta a Tito, São Paulo nos diz que a Graça de Deus se manifestou, a Salvação se tornou acessível a todo homem. Ele nos ensina a viver com equilíbrio, justiça e piedade. Para tanto, é preciso abrir nosso coração à presença de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo.

A alegria perene do Natal é esta: Deus que vem ao nosso encontro para nos salvar!

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Papa Francisco, venerando a imagem do Menino Jesus, durante a Missa de Natal.

Entretanto, não nos assustemos com pessoas que preferem comemorar o Natal sem a sua essência, fazendo uma “festa de aniversário” sem o aniversariante homenageado. Muitos se reúnem à meia-noite em torno de uma mesa, comem e bebem movidos pela avidez da gula, mas poucos se lembram do aniversariante rejeitado. Como os moradores de Belém, não tem lugar para Ele em suas casas, em seus corações.  Ironicamente, Belém significa Casa do pão, não acolhe Aquele que é o Pão descido do Céu.

Concluo com as palavras do Santo Padre, o Papa Francisco em sua homilia desta noite em Roma:

Este é o sinal de sempre para encontrar Jesus; não só então, mas hoje também. Se queremos festejar o verdadeiro Natal, contemplemos este sinal: a simplicidade frágil dum pequenino recém-nascido, a mansidão que demonstra no estar deitado, a ternura afetuosa das fraldas que O envolvem. Ali está Deus. Com este sinal, o Evangelho desvenda-nos um paradoxo: fala do imperador, do governador, dos grandes de então, mas Deus não Se apresentou lá; não aparece no salão nobre dum palácio real, mas na pobreza dum curral; não nos fastos ilusórios, mas na simplicidade da vida; não no poder, mas numa pequenez que nos deixa surpreendidos. E, para O encontrar, é preciso ir aonde Ele está: é preciso inclinar-se, abaixar-se, fazer-se pequenino.

____________

[1] A classe dos pastores de ovelhas era muito desprezada na literatura rabínica. Os fariseus os caracterizavam como ladrões e enganadores, igualados aos publicanos e pecadores. Eles eram considerados plebe que desconhece a lei e não era permitido estar nos tribunais como testemunhas. Eram privados da honra dos direitos civis. Um ditado rabínico dizia: “Nenhuma classe no mundo é tão desprezível quanto a classe dos pastores.”

3º Domingo do Advento, Ano A

Informações básicas:

– “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos recuperam a vista…”

– Oração –  celebrar as alegrias da salvação com intenso júbilo na solene liturgia.

– Leituras: Is 35,1-6.10; Sl 145; Tg 5,7-10; Mt 11,2-11.

És tu aquele que há de vir ou devemos esperar um outro?

adv3Neste domingo, novamente temos como um dos personagens centrais do trecho evangélico a figura de João Batista. Agora, já na prisão, João envia seus discípulos a Jesus. Ele, por sua vez, começa o seu ministério público somente após a prisão de João (isto, no Evangelho de S. Mateus). Talvez para destacar que Sua missão começa com o fim da missão de João Batista. Ou ainda, como profecia: a mesma sorte violenta, sofrida por João, caberá também a Jesus.

João pregou a verdade, opondo-se aos poderosos. De modo particular, o Tetrarca Herodes Antipas, que viva maritalmente com a mulher de seu irmão Filipe. Essa mulher não perdoa João a ponto de prendê-lo. Possivelmente, em seu íntimo, João se questionava: se Jesus é o Messias, por que os maus ainda levam a melhor sobre os justos? Por isso, envia seus discípulos até o Senhor.

Jesus convida-lhes a transmitir tudo o que viram e ouviram, isto é, as obras de salvação do Messias, manifestadas por Ele. A Boa-Nova do Evangelho realiza maravilhas e prodígios na vida dos que creem, muda-lhes a vida. É isto que devem eles anunciar a João. As coisas devem piorar: João em breve morreria na prisão e até mesmo  Jesus seria condenado a morte de cruz. Assim, a Boa-Nova da Salvação não consiste em um “paraíso de facilidades”, mas exige de seus ouvintes um envolvimento pessoal. É realizar através de nossas vidas o Seu grande projeto de Salvação.

Como Primeira Leitura, temos um trecho de Isaías (Is 35,1-6.10) em estilo apocalíptico, onde Isaías descreve a Revelação da Nova Criação: abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos… Observamos quase que as mesmas palavras usadas por Jesus no Evangelho, onde convida os discípulos de João Batista a contar-lhe as maravilhas vistas e ouvidas. Isaías acrescenta: É o próprio Deus que vem para vos salvar. Também nós exclamamos com o salmista: Vinde Senhor, para salvar o vosso povo! (Sl. 145).

 Muitas vezes, somos nós que temos as mãos enfraquecidas e os joelhos vacilantes. Hoje é o DOMINGO DA ALEGRIA porque o Senhor, nosso Deus, vem nos Salvar! É a presença do Senhor que muda a nossa vida e, é para a melhor! Por isso, a liturgia nos convoca: CRIAI ÂNIMO! TENDE CORAGEM!

Na Segunda Leitura, São Tiago nos convida a constância (perseverança) em nossa fé. Assim como o agricultor espera pacientemente o fruto, fiquemos firmes na esperança do Senhor que vem! E desde já, ele está mudando nossas vidas. Suportemos o sofrimento com a perseverança dos profetas, como fez João Batista. E não tenhamos dúvida: o Senhor vem para salvar o povo que é Dele.

2º Domingo do Advento, Ano A

Informações básicas
-Convertei-vos
– Oração –  nenhuma atividade impeça correr ao encontro de Cristo.
– Leituras: Is 11, 1-10; Sl 71; Rm 15,4-9; Mt 3,1-12. 

“Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo”.

segunda-vela-adventoTodos os anos, o segundo domingo do Advento nos propõe a figura de João, mais conhecido  por seu apelido Batista. Que quer dizer: Batizador, pois imergia as pessoas nas águas do Rio Jordão, como sinal de conversão.
João Batista começou sua pregação no curso inferior do rio Jordão, na região de Jericó, no deserto. Região esta, que afluía um número muito grande de pessoas. Sua vestimenta rústica, descrita como: “uma roupa feita de pêlos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins” – era bastante similar a que usava o profeta Elias (cf. 2 Reis 1, 18). Também o ponto onde João fazia sua pregação era o mesmo em que Elias havia sido assunto (cf. 2 Reis 2, 11). Por isso, as pessoas tinha a impressão de que Elias havia voltado. Isto, por se tratar de uma figura estranha aos costumes e, era devido à sua pregação de cunho apocalíptico.
Os fariseus e saduceus que se apoiavam em tradições externas, eram duramente censurados por João. Usavam de seu status de “filhos de Abraão” para se manterem num caminho longe do Senhor. E João cita um trocadilho com os termos hebraicos”filhos” (BANIM) e “pedras” (ABANIM) o que muda é apenas uma vogal. Pois a dignidade de filhos, Deus pode suscitar em quem ele quiser. Não vos ilidais com vossos privilégios, mas deis frutos de conversão, frutos dignos de filhos de Abraão!
baptist3Com este anúncio, João Batista nos ajuda a preparar o Caminho para o Senhor que vem. Pois Ele, o Messias , vem “com a pá na mão” para separar o trigo da palha. E assim, cada um terá o seu destino: ao trigo (os bons) cabe o celeiro (o Paraíso), a palha (os maus) o fogo que não se apaga. 
Como primeira Leitura, temos hoje o capítulo 11 de Isaías. É um esplêndido poema de esperança. Do “tronco de Jessé”- da árvore genealógica de Davi que não se extinguiu – mesmo cortado, este tronco dará um rebento (broto). O profeta nos diz que, mesmo com o fim da monarquia em Judá e Israel, não morre a esperança. O Vento (Ruah – Espírito) do Senhor o fará crescer. E o Cristo (rebento) terá a plenitude dos dons do Espírito Santo. Ele dará à Humanidade a possibilidade do retorno ao Édem, e nos descrevem uma cena onde os inimigos naturais convivem em harmonia. 
Mas esta mudança não se dará de forma mágica, pois Deus conta com nossa colaboração. Por isso, esta mudança começa em mim e em você! Onde está o nosso empenho no caminho de conversão? Os frutos de conversão, nós os vemos nas pequenas coisas de cada dia, e não nas grandes…
O Salmo de hoje, Sl. 71, é um Hino Messiânico, de quem espera ardentemente a chegada do Rei (Messias). Este será diferente dos reis deste mundo, pois instaurará seu REINADO DE  AMOR, HARMONIA, PAZ, E LUZ INFINITA.
A nossa segunda leitura, extraída da Carta aos Romanos, São Paulo nos diz que Cristo mantém as promessas de Deus. Ele faz justiça à Israel: nação de circuncisos, mas vai além: oferece misericórdia a todos os povos, tidos como pagãos. Todos somos convocados para a Assembleia Universal (IGREJA CATÓLICA) que se reunirá  na plenitude no Reino dos Céus. Produzamos frutos de conversão para podermos entrar em seu Reino!

Deus abençoe sua vida!

Videoclipe da canção “Mary, did you know?” (Maria, você sabia?)”viraliza” na Net!

nossa-senhora-gravidaO videoclipe da canção “Mary, did you know?” (Maria, você sabia?), interpretada à capela pelo grupo Pentatonix, até então foi visualizado por mais de 77 milhões de pessoas depois de ter revolucionado o YouTube no seu lançamento em 2014. Próximo ao tempo do Advento daquele ano, as cinco vozes do Pentatonix lançaram o seu disco natalino “That’s Christmas to me” vendido no iTunes, recordando o verdadeiro sentido das festas natalinas.

A letra da canção foi escrita pelo compositor cristão norte-americano Mark Lowry em 1984, a pedido de um pastor para um teatro de Natal. Lowry escreveu várias perguntas dirigidas à Virgem Maria. Anos depois, Lowry buscou um fundo musical e foi Buddy Greene quem o compôs. Desde então, foi interpretada por mais de 30 artistas.

Esta é a letra da canção traduzida ao português:

Maria, você sabia?

Maria, você sabia que seu filho irá um dia andar sobre a água?
Maria, você sabia que seu filho vai salvar nossos filhos e filhas?

Você sabia que seu filho veio para te fazer nova?
Que essa criança que você deu à luz, em breve, trará a Luz para você

Maria, você sabia que seu filho vai dar visão a um cego?
Maria, você sabia que seu filho vai acalmar uma tempestade com a própria mão?

Você sabia que seu filho caminhou onde anjos pisaram?
Que quando beijava o seu bebê você beijava o rosto de Deus.

Maria, você sabia? Maria, você sabia?

Os cegos verão, os surdos ouvirão
Os mortos voltarão a viver
Os paralíticos saltarão
Os mudos galarão os louvores do Cordeiro

Maria, você sabia que seu filho é o Senhor de toda a criação?
Maria, você sabia que seu filho irá um dia governar as nações?

Você sabia que seu filho é o Cordeiro Perfeito dos céus?
Que o Menino adormecido que você segura é o grande EU SOU?

Tradução da letra: ACI Digital

Advento: tempo da Espera…

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O Advento, que significa: “que está para vir”, é o tempo de espera, esperança e preparação para o natal, o nascimento do menino Jesus, com isto a comunidade cristã é chamada a viver algumas atitudes essenciais: A espera vigilante e jubilosa, a esperança e a conversão. No entanto o advento não se resume apenas nisto, pois celebrado a preparação para o natal, nós nos preparamos para a segunda vinda de Jesus, que não tem dia nem hora para acontecer. A Igreja vive esta espera na vigilância e na alegria, por isso reza: “Maranatá: Vinde Senhor Jesus”.

O tempo do Advento tem a duração de quatro semanas e não é mais considerado somente como tempo de penitência; ao contrário, é tempo de alegre expectativa. No tempo do Advento omite-se o hino do Glória nas celebrações litúrgicas, para que este hino angélico ressoe no Natal como um cântico novo. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia expressa um aspecto escatológico, colocando nos corações a alegre expectativa pela segunda vinda de Cristo. Nas semanas seguintes, a Igreja nos prepara diretamente para a celebração do Natal do Senhor.

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus. Os paramentos litúrgicos são de cor roxa ou rósea, como sinal de recolhimento e conversão em preparação para a festa do Natal. A única exceção é o terceiro domingo do Advento, chamado Domingo Gaudete ou da Alegria, cuja cor tradicionalmente usada é a rosa ou lilás, em substituição ao roxo ou róseo, para revelar a alegria da vinda do Salvador que está bem próxima. O nome de Domingo Gaudete refere-se à primeira palavra da antífona de entrada deste dia, que é tirada da segunda leitura que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto” (Fl 4, 4).

coroa-do-adventoVários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas quatro velas representando as quatro semanas do Advento. A cada domingo uma vela é acesa. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. Faço votos que este tempo maravilhoso que nos é proporcionado pela Mãe Igreja, possa nos ajudar a cada vez mais estarmos preparados para a chegada de Jesus, e no acolhimento de seu Reino de amor e fraternidade.

Um santo advento e um Feliz Natal!